Taberna do Liberato
23/06/2026
Na noite de São João no Alentejo, as ruas enchem-se de cor, música e alegria. Entre arraiais populares, bailes ao ar livre e mesas cheias de petiscos, amigos e famílias juntam-se para festejar até de madrugada. Ao som da música tradicional, nascem conversas, sorrisos e muitos namoricos, num ambiente de convívio que mantém vivas as tradições populares da região.
22/06/2026
Moura
Baixo Alentejo
22/06/2026
Nas noites quentes de verão no Alentejo, é tradição as pessoas sentarem-se à fresca à porta de casa ou nas ruas da aldeia. Depois do calor intenso do dia, aproveitam a brisa da noite para conversar, contar histórias e conviver com os vizinhos. Este hábito simples faz parte da identidade alentejana e reflete o espírito acolhedor e comunitário das suas gentes
Mouraria - Moura
19/06/2026
Há lugares que parecem guardar o tempo dentro das suas pedras. Dizem que, há muitos séculos, um homem templário percorria estas terras. O seu manto branco, marcado pela cruz vermelha, destacava-se entre os campos e as colinas. Não era apenas um guerreiro; era também um guardião de promessas, de segredos e de sonhos. Ao cair da tarde, o seu olhar perdia-se no horizonte, como se procurasse algo que nem o próprio tempo conseguiu revelar.
Lá no alto erguia-se o castelo, firme e vigilante. As suas muralhas resistiam aos invernos rigorosos e aos verões abrasadores, observando gerações que nasciam, cresciam e partiam. Cada pedra parecia guardar uma lembrança, cada torre uma história de coragem e saudade. Hoje, mesmo quando restam apenas vestígios do que foi, o castelo continua a habitar a imaginação de quem passa e sente o peso doce da memória.
E junto dele, como um coração que nunca deixou de bater, encontrava-se a fonte de água de Santa Comba. A sua água cristalina corria serena, refletindo o céu e os rostos daqueles que ali se aproximavam. Quantas mãos ali mataram a sede? Quantos viajantes descansaram à sua sombra? Quantas crianças ouviram as histórias dos mais velhos enquanto o som da água acompanhava as suas palavras?
Quando a noite descia , parecia que o templário regressava em silêncio pelos caminhos antigos, que o castelo recuperava por instantes a sua grandeza perdida e que a fonte continuava a cantar a mesma melodia de sempre. Era como se o passado e o presente se encontrassem naquele lugar, unidos pela saudade.
Porque há memórias que não desaparecem. Permanecem nas pedras, na água e no coração daqueles que nunca esquecem a terra onde as histórias nasceram.
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