RoMP
Resumo do festival
“Transformação”
Esta escultura nasce de uma reflexão sobre o luto perinatal, uma perda que é frequentemente vivida em silêncio e permanece socialmente invisível. A peça propõe uma metáfora visual e espacial para esta experiência íntima e muitas vezes impercetível.
A meia esfera presente na escultura representa simbolicamente o útero da mulher, um espaço de gestação, proteção e expectativa de vida. No seu interior encontra-se uma esfera fragmentada, visível apenas a partir de determinados ângulos. Esta esfera interior representa uma vida interrompida, mas também um processo de transformação e de passagem, evocando a ideia de que a existência não termina simplesmente, mas se transforma.
O facto de o interior da escultura não ser imediatamente visível convida o observador a mover-se em torno da peça. É necessário contorná-la, aproximar-se e procurar o seu interior para compreender plenamente aquilo que contém. Este gesto físico reflete a natureza do luto perinatal, que frequentemente permanece oculto, vivido de forma privada e silenciosa, muitas vezes invisível para a sociedade.
Desta forma, a escultura torna-se um espaço de contemplação e memória, onde matéria, forma e vazio dialogam para corporizar uma experiência profundamente humana: a perda, a transformação e a continuidade simbólica da vida.
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Obrigada à organização do festival por todo o apoio e acolhimento familiar e aos colegas escultores pela disponibilidade e amizade 💚
09/03/2026
“Loading” na exposição coletiva do LAC “As Gavetas Não São Portas”,
📍Fábrica da Cerveja, Faro
🗓️ Patente até 5 de Abril
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Largo Do Convento De Nossa Sra. Da Glória
Lagos
8600