Sentir . Entender . Realizar

Sentir . Entender . Realizar

Compartilhar

08/07/2020

E a cada desilusão um (re)encontro com a tua essência. Uma nova aprendizagem.

O lembrete desta semana vem a propósito de uma conversa com o meu filho que me disse. "Mãe, por vezes a pessoas desiludem-nos." Achei esta sua "saída" deliciosa mas não podia deixar de debater com ele o que estará na origem da desilusão e, assim, iniciámos uma outra conversa.
Adoro estas conversas.

21/06/2020

Permite-te sentir.
É preciso dar às pessoas permissão para sentir e expressar: as tristezas, as frustrações, as irritações, desilusões, os ciúmes, a dor de não ter esperança, mas também as alegrias, as expectativas, o amor e a gratidão... A saúde mental tem um forte impacto na saúde física, no nosso bem-estar. É importante cuidar dela e prevenir porque remediar pode ser tarde demais.
Volto a partilhar um texto que já aqui deixei:
“Isso não é nada!” “Vá lá esquece isso! Não tens motivos para te sentir assim.” “Tens que ser forte”. Cada um tem a sua dor, a sua preocupação ou mesmo várias preocupações que se foram acumulando a ponto de vivermos angustiados já sem sabermos bem porquê. Sentimo-nos uma porcaria, não sabemos ao certo o que temos, como poderemos sair desse estado e, para ajudar “à festa”, não somos compreendidos ou, pior, somos criticados intensif**ando, assim, o nosso mal estar. (Na realidade muitas vezes, a intenção da outra pessoa não é criticar-nos mas é assim que o sentimos.) Por força das circunstâncias, começamos a guardar para nós as nossas dores, a suprimir emoções e a fingir – até podermos – que está tudo bem. Até podermos pois emoções que não são ouvidas, que não são cuidadas transformam-se num lixo tóxico que vai crescendo em nós consumindo força, oxigénio e alento. O cérebro f**a turvo e lamacento e a “parte racional” do nosso cérebro sente cada vez mais dificuldade em ver para além do lamaçal. Ficamos prisioneiros dos nossos pensamentos negativos que, por sua vez alimentam estados emocionais como o medo, a ansiedade e a raiva. Estados onde não devemos demorar-nos muito tempo sob pena de trazermos consequências negativas para o funcionamento do nosso corpo. (Já cantava o Variações “Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga”) No limite, afundamo-nos na podridão dos pensamentos, isolamo-nos das pessoas e, muitas vezes, de nós mesmos.
Como referi atrás, nem sempre é por mal quando alguém procura relativizar ou ignorar o que outrem sente. Muitas vezes isso acontece porque não se sabe sequer o que responder ou como lidar com determinados sentimentos. Porque é difícil, porque não se sabe lidar com as emoções, porque não se quer sofrer com a dor do outro. Existem várias razões. A educação é, talvez, a principal. Fomos educados assim. E continuamos a educar. Ouço, com frequência, serem repetidas às crianças as frases com que iniciei este texto. Não é por mal, eu sei. Mas se os adultos não se sentem bem, as crianças f**am, ainda, mais perdidas no importante processo de aprender a regular as emoções. Se uma criança chora muito porque se aleijou, ou se mostra com medo ou irritada, é importante mostrar-lhes que estamos atentos ao que estão a sentir e convidá-las a falar sobre o que as incomoda, amedronta ou transtorna. Perguntar como se sente em relação a isso resistindo à tentação de julgar emoções. E se não tivermos resposta podemos apenas dizer “estou aqui ”. Válido para crianças. Válido para adultos.

Quer que o seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Coimbra?
Clique aqui para solicitar o seu anúncio patrocinado.

Categoria

Website

Endereço


Coimbra