Clever R. de M. Amarilla - Psicólogo

Clever R. de M. Amarilla - Psicólogo

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25/08/2022

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21/04/2022

A Psicoterapia, fundamentada na Teoria Psicanalítica, reconhece o sujeito como sendo subjetivo.

Da subjetividade, entende-se a história individual de cada ser, seus contextos e seus mecanismos para viver.

Como sujeitos, somos resultados de nossas vivências, experiências e interações.

Tudo isso causa sofrimento quando entendemos um contexto social que cada vez exige mais do indivíduo.

E essa dor precisa ser escutada, independente da idade, s**o ou classe social do sujeito. A dor é inerente ao homem.

É por isso a necessidade de pensar numa psicoterapia mais acessível a todos. Um trabalho fundamentado na técnica e ética, precisa estar em concordância com a realidade dos sujeitos. Psicoterapia precisa fazer parte da normatividade de todos, não apenas para alguns.

Clever R. de M. Amarilla
Psicólogo
CRP 07/32712
(55) 9 9732 1478

26/10/2020

ᴏ ᴄᴏʀᴘᴏ ɢʀɪᴛᴀ ǫᴜᴀɴᴅᴏ ᴀ ᴘᴀʟᴀᴠʀᴀ ɴᴀᴏ ᴇ ғᴀʟᴀᴅᴀ.

Assim como com a linguagem, os sonhos e a palavra, que quando se repete de forma incômoda, é sinal de uma elaboração que precisa ser lembrada para poder ser sanada, o corpo também é uma constante.

Lembremos da premissa de uns post anteriores, "recordar, repetir e elaborar", diz de algo que precisa de atenção. É aquilo que se repete, que se torna constante e contínuo, uma dor que não vai embora e não tem explicação.

Por que não tem explicação? Porque seu significado não é lembrado, por isso se repete constantemente numa tentativa inconsciente de receber um olhar, de ser ouvido.

É através dessa repetição que se busca a escuta, falar realmente do que dói, nas profundezas do inconsciente e não somente na superfície da pele. O corpo fala, grita e pede socorro por um ouvido ávido de significados.

O inconsciente fala através de códigos, de sinais que precisam ser escutados para, assim, o corpo ser libertado do sintoma. Esse sintoma que se repete incansavelmente, sem se importar com medicação nem tratamento, sempre faz questão de voltar e, sem ser escutado, gritar.

Enquanto o insconciente continuar tendo algo pelo que gritar, sem ser ouvido, o corpo continuará adoecendo, fragilizado pela violência da necessidade da palavra. Não é qualquer palavra, é a fala terapêutica para um ouvido que, muito além de um amigo que quer dar a cura, é do terapeuta que realmente quer ouvir a dor.

Se esta publicação te incomodou ou te atraiu até aqui, acompanhe todas os domingos a temática da psicossomática, o corpo que fala.

𝓒𝓵𝓮𝓿𝓮𝓻 𝓡. 𝓭𝓮 𝓜. 𝓐𝓶𝓪𝓻𝓲𝓵𝓵𝓪
Psicólogo
CRP 07/32712

24/10/2020

ᴀғɪɴᴀʟ, ǫᴜᴀʟ ᴀ ғᴜɴᴄᴀᴏ ᴅᴏ ʟᴜᴛᴏ ɴᴀ ᴠɪᴅᴀ ᴘsɪǫᴜɪᴄᴀ ᴅᴏ sᴜᴊᴇɪᴛᴏ?

O luto não é apenas um ritual da cultura, costume já quase perdido na contemporaneidade, de passagem de uma condição de um ser vivo para a morte. O luto é muito mais que um estado de duelo, muito mais que os laços pretos nas redes sociais e um sinônimo de dor.

Luto é um processo de elaboração psíquica, é um trabalho de reconstrução daquilo que já não é mais, é movimento que busca manter o sujeito vivo.

Cada sujeito é um ponto de vista único e irrepetível que, quando se depara com a morte, a perda irremediável que se dá é do que o sujeito era para o outro que, agora, falta.

Essa combinação única de memórias, sensações, afetos e interesses que se rompe com a chegada da morte, é reestruturado a partir do Luto. O que foi perdido, que abriu o vazio da falta, é irrepetível/irrecuperável, mas não insubstituível.

Esse lugar é re-ocupado pela via da suplência, com o que foi elaborado pelo processo do Luto. Memórias saudosas e a ideia de que não há retorno é importante para ocupar esse vazio deixado pela perda.

Negar o processo de Luto ou pular esse momento necessário, traz como consequência um possível retorno "da sombra do objeto perdido". Essa sombra pode vir muitos tempo depois da perda em si, na forma de um luto patológico.

Qual é "o mal do século"? A depressão, que está estreitamente ligada a uma não elaboração adequada do Luto, costume já quase perdida na contemporaneidade.

Se esta publicação te incomodou ou te atraiu até aqui, acompanhe todas as sextas feiras a temática do Luto e suas elaborações.

𝓒𝓵𝓮𝓿𝓮𝓻 𝓡. 𝓭𝓮 𝓜. 𝓐𝓶𝓪𝓻𝓲𝓵𝓵𝓪
Psicólogo
CRP 07/32712

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