Boletim Minarete

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17/06/2026

A RELIGIÃO COMBATE O CRIME

Por: Shk. Aminuddin Muhammad

O crime sempre existiu desde que Deus colocou o Homem na Terra. E o grande exemplo disso é o episódio dos dois filhos de Adão: Abel e Caim (Hábil e Qábil) mencionados no Qur’án e também na Bíblia, em que consta que Caim matou seu irmão Abel.
Define-se por crime “toda a violação grave aos princípios morais, sociais, religiosos, cívicos, etc., susceptíveis de punição com base nas leis instituídas”.
E define-se por criminoso, todo aquele que atente, seja de forma verbal ou física, contra os princípios morais ou sociais, de forma propositada, e insiste em manter essa sua conduta sem se arrepender, sem sentir remorsos,
O Isslam combate o crime e o criminoso de várias formas, com meios diversificados e com orientações que guiam aos que as seguem rumo ao caminho recto e para uma vida sossegada e tranquila.
Primeiro, ao implantar a fé verdadeira no íntimo das pessoas, pois quando esta fé assenta nos corações, purifica-os de todas as maldades, protegendo as pessoas dos pecados e da perversão, orientando-as a colaborar com os outros na piedade e na virtude, e não no pecado e na transgressão.
Um Homem com fé em Deus sabe que Ele o vigia constantemente, pelo que O teme, não cometendo nenhuma transgressão, mesmo longe das autoridades mundanas.
O Isslam combate o crime e os criminosos ao ordenar, tanto aos governantes como aos governados, que colaborem na propagação do espírito de justiça. E ordenou que cada um recebesse apenas o que é seu de direito, pois a prática da justiça elimina a criminalidade e afugenta os criminosos. Com justiça as pessoas vivem em paz, segurança e tranquilidade.
É por isso que o Isslam dá grande ênfase à justiça e ordena-nos a sermos justos na prática, na fala, na escrita, no testemunho, na reconciliação, até mesmo para com os nossos adversários e inimigos.
O Isslam, no seu esforço contra o crime, luta por uma sociedade em que floresça a virtude e se despreze o vício, se abrace tudo o que é verdadeiro e bom, e se fuja de tudo o que é falso, mau e prejudicial. Encoraja os crentes a colaborarem na piedade e na virtude e não no pecado e na transgressão. Estimula os que se esforçam no cumprimento das suas obrigações para com o seu Criador, para consigo próprios e para com os outros, antes mesmo de estes exigirem os seus direitos.
Uma sociedade em que os mais novos respeitam os mais velhos e estes se compadecem daqueles, em que reina o verdadeiro espírito de fraternidade, o amor puro e o bom trato, em que se ordena o bem e se proíbe o mal de forma suave e prudente, em que o crente respeita a santidade dos outros, e não se transgride nenhum direito de outrem, seja de forma verbal ou prática, nem mesmo com gestos ou outras formas proibidas por Deus, é uma sociedade votada ao sucesso e à tranquilidade.
O Isslam quer criar uma sociedade colaborante no seio dos crentes, uma sociedade em que os seus membros colaborem de forma verdadeira e corajosa na propagação da graça que nos é transmitida pela paz, segurança e estabilidade em todo o lado, pois quando essa graça se espalha no seio de qualquer povo, a sua força, prosperidade, felicidade e honra, aumentam.
O aumento do medo através da destruição, da criminalidade, da agressão, e da corrupção, criam perturbação e desestabilização na sociedade, pois a paz, a segurança e a estabilidade são de entre os grandes favores de Deus, e em caso de insegurança o Homem sente-se perturbado, não lhe sendo possível dedicar-se tranquilamente nem aos assuntos religiosos, nem aos mundanos.
O Isslam instituiu penalizações com objectivos específicos, e não para humilhar ou oprimir as pessoas. Instituiu-as para servir de lição, exortação e exemplo, e também para impedir a propagação do mal na Terra, pois muitos daqueles que se deixam dominar por Satanás, quando vêm que não há força para lhes impedir a prática do mal, entregam-se à disseminação do mal, e quando se sentem seguros de que não há penalizações para quebrar o seu pendor criminoso, praticam todo o tipo de imoralidades e transgressões.
Outro dos objectivos da instituição de penalizações no Isslam é proteger as pessoas e proporcionar-lhes o bem-estar e a felicidade.
O Isslam garante a protecção de cinco coisas: religião, vida, discernimento, geração e propriedade. A vida do Ser Humano neste Mundo só se pode realizar de forma honrosa se se garantirem estas cinco coisas.
A instituição das penalizações serve também para acalmar e consolar os familiares e as vítimas das acções criminosas, evitando assim o sentimento de vingança por parte dos atingidos, pois o desejo de vingança sobre quem tenha causado algum mal ou tenha tirado a vida a um ente-querido faz parte do instinto humano
Hoje muitos países estão a reintroduzir a pena capital para os crimes de assassinato, precisamente para estancar a proliferação deste tipo de crimes, afastando assim a ira e o espírito de vingança que se apossa dos afectados.
Até mesmo em muitos Estados Norte-Americanos e outros países ocidentais e asiáticos, aplica-se a pena de morte, pois quem mata é justo que seja morto, o que aliás consta, tanto na Bíblia como no Qur’án.
Hoje verifica-se uma gritante proliferação do crime em muitas sociedades, isto porque os criminosos sabem que beneficiam de impunidade, o que os torna mais agressivos e renitentes na prática do crime. E em consequência disso as pessoas vivem com medo, tanto fora como até mesmo dentro das suas próprias casas.
E não esperemos que alguém invista numa sociedade em que não haja segurança, pois esta é prioritária, mais até que a própria comida, pois até mesmo um pássaro, se sentir inseguro, jamais desce para se alimentar, ainda que esteja com fome. Portanto, a criminalidade tem consequências perniciosas para a economia de qualquer que seja o País.
Para terminar, vai o nosso abraço de conforto e solidariedade aos nossos concidadãos cristãos pela morte, vítima de bárbaro assassinato, de D. Osório Citora Afonso, Bispo da Diocese de Quelimane, e também Administrador Apostólico da Beira.

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GALA MULHER NOTA 20

Decorreu na passada quarta-feira, na Cidade de Maputo a Gala Mulher Nota 20, um evento que distinguiu personalidades de diversas áreas de actuação pelo seu contributo para o desenvolvimento social, económico e cultural.
A iniciativa reuniu representantes de diferentes sectores da sociedade, num momento de reconhecimento e valorização de cidadãos e instituições que, através do seu trabalho, dedicação e compromisso, contribuem para a promoção do bem-estar colectivo e para o progresso do País.

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