Moz Geek
07/06/2018
Fundadores do WhatsApp abriram mão de até US$ 1,3 bilhão para sair do Facebook:
Quando o Facebook comprou o WhatsApp por US$ 22 bilhões, toda a equipe de 50 pessoas foi incorporada à rede social, incluindo os fundadores Brian Acton e Jan Koum. Quatro anos depois, ambos saíram da empresa por discordâncias com Mark Zuckerberg. Acton foi o primeiro a sair. No ano passado, ele anunciou que deixaria o WhatsApp para “começar um novo capítulo” em sua vida. Koum continuou como CEO do aplicativo, mas 7 meses depois ele também deixou a empresa.
Para sair do Facebook, ambos tiveram que deixar as suas ações da empresa de lado por causa do contrato de compra. Acton deixou para trás US$ 900 milhões em potenciais ganhos, enquanto Koum abriu mão de US$ 400 milhões em ações, considerando a cotação atual. Acton deixou o Facebook sem criticar a empresa, mas em março ele apoiou a campanha e apagou a sua conta na rede social
04/04/2018
Estamos de volta
Fonte bugginho devloper:
Hoje um amigo desabafou comigo. Ele disse que estuda programação há anos, mas não consegue desenvolver um software completo. Ele já estudou OO, Design Patterns, MVC, Frameworks, HTML, CSS, Javascript, SQL, e mais uma caralhada de coisas, mas não consegue fazer um sistema. Eu consegui explicar o problema a ele, usando um exemplo simples.
Imagine que você hoje está desempregado em casa. Você não é bom em matemática, não é bom em física, não sabe nada de inglês e não se vê fazendo uma faculdade porque não quer f**ar preso por anos em uma sala de aula. Mas mesmo assim você quer trabalhar, mesmo sabendo que não tem experiência em nada. Como você poderia arrumar um emprego?
Muito simples. Seja bom em alguma coisa.
Imagine que você analisou todas as possibilidades e viu que você poderia trabalhar como vendedor de pneus automotivos.
Você pensa: Blz, vou fazer um curso rápido de técnicas de vendas, relacionamento com o cliente, etc. Mas será que isso é o mais importante? Não, o mais importante é conhecer o produto. Imagine que você chega numa loja e pergunta ao vendedor: “Cara, essa placa mãe suporta DDR 4?” e ele responde: “Poxa, não sei, deixa eu perguntar a Fulano”. Ai você fala: Não, deixa quieto, já vi aqui na caixa que tem suporte sim. Mas, me responde outra coisa, ela aceita qual geração de processador? E novamente ele responde: “Poxa, não sei, deixa eu perguntar a Fulano”.
No mínimo você vai dizer: P***a, então chama logo Fulano para me atender, karái!
Ou seja, o vendedor acima não passou a menor credibilidade, porque ele simplesmente não sabia nada sobre o produto que ele estava tentando vender. Então f**a claro que o mais importante não é ele ter uma boa abordagem, mas sim ele deter o máximo de conhecimento possível sobre o produto.
Se ele tivesse estudado quais tipos de processadores estão disponíveis atualmente, quais evoluções a intel e amd implementaram nos últimos anos, quais clock de memória e quais barramentos estão disponíveis, qual a diferença entre eles, o que é HD, o que é SSD, o que é placa de vídeo, qual diferença de uma placa de vídeo on-board e off-board, etc... Ele teria investido muito melhor o tempo dele.
Sim bugginho, o que que isso tem a ver com o problema do cara que não consegue programar, seu feladaputa?
Simples. Como você vai fazer algo que não sabe como deve funcionar? Como você vai fazer um ERP para uma empresa se não sabe como aquela empresa funciona? Se você não entende como o setor financeiro se comunica com o setor de logística e não sabe como o setor de logística se comunica com o setor comercial, como você quer desenvolver um sistema que gerencie esse relacionamento?
As vezes focamos muito em linguagens, frameworks, bancos de dados, infraestrutura e esquecemos do básico.
Se você vai fazer um software para uma clínica, estude como uma clínica funciona e como aquela clínica em específico trabalha, quais as regras de negócios? quais problemas o seu software deve resolver?
Se você vai fazer um software para uma escola, pense: Quem são as partes interessadas nesse software? A que softwares de terceiros o seu software terá que se conectar? Softwares do Governo? Softwares de empresas que fornecem bolsa de estudos? Softwares de um grupo educacional? E como a escola interage com esses stakeholders? Quais as regras de aprovação e reprovação? O que o software precisa gerenciar? Etc.
São muitas, mas muitas coisas mesmo que você precisa se preocupar além de linguagem. Linguagem é o de menos. Linguagem é apenas uma ferramenta. Imagine um carpinteiro que tem um martelo top, mas que não sabe onde martelar? Ou um “motorista” que tem um caminhão mas que não sabe manobrar, ou um “músico que tem uma violão, mas não sabe tocar”
E você, que dica você dá para quem está perdido nessa jornada?
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