Jornal catembe.com
Dando segmento ao ciclo da 2ª Edição Cinema Africano
“Impunidades Criminosas” em estreia no Scala
Na sequência do desenrolar da 2ª edição do cinema africano em Maputo, um filme de ficção em longa-metragem, intitulado "Impunidades Criminosas", uma história baseada em factos reais, com enfoque para a violência e libertação de Sara, mulher que mata o marido, assinada pelo cineasta Sol de Carvalho, estreia esta quinta feira no Cine teatro Scala, pelas 19 horas.
Interpretado por Esperança Naiene , a actriz principal, Lucrécia Paco, Breznev Matezo, Eliot Alex, Paulo Guambe, Timóteo Maposse, Abdil Juma, Graça Silva, Mário Mabjaia, entre outros, Impunidades criminosas é uma ficção cuja história, baseada em factos reais centra se na personagem de Sara, interpretada pela actriz esperança Naiene, farta de maus tratos e decide fazer justiça pelas próprias mãos, matando seu marido a fim de aliviar a sua dor e se livrar do tormento que se instalou em sua vida.
Na realidade, Sara passara maior parte de sua vida na cadeia depois de ter morto o marido, onde por sua vez escreve à sua filha, uma carta rememorando a sua vida passada, revelando por si so o crime que cometeu. Sara e Chiquinho Paixão chefe da gang, na qual Armando pertencia, passam noites e noites atormentados pelos fantasmas de Armando, marido da actriz em destaque.
Nesse segmento, o chefe Paixão decide investigar o desaparecimento de Armando, chefe esse líder e forte, qualidades essas que o marido de Sara nunca possuiu, facto que a faz sentir uma mescla de medo, admiração e até desejo pelo ele.
O fantasma do marido visita-a e invade a sua vida para a culpabilizar e humilhar, e desta feita a louca do bairro aparece-lhe por várias vezes, persuadindo a de modo a se libertar espiritualmente dos fantasmas que a atormentam.
Assim, o seu crime é relembrado por sonhos e visões, na qual sara não consegue fugir, porem tudo se modifica drasticamente quando se aproxima do chefe Paixão.
Entretanto, o filme "Impunidades Criminosas" recebeu uma menção honrosa no FESTin, festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, que decorreu nos dias 2 e 9 de Abril na cidade de Lisboa, Portugal.
Esta foi a quinta edição do FESTin que ficou marcada pela forte presença de 47 filmes brasileiros em competição, sendo que "Cores", filme de estreia do realizador brasileiro Francisco Garcia e o documentário português "De Armas e Bagagens", de cana Maria Delgado, foram os grandes vencedores.
SIBINDY RECORDA PASSADO
No ano passado, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, rejeitou a nossa audiência em Satunjira. Mas, no referido momento, levávamos para lá uma solução muito prática que até não havia necessidade de hoje importar observadores internacionais como mediadores. A Renamo devia apenas ser dada oportunidade de sugerir três a quatro nomes da sua confiança para governação no caso de Ministros de diversas áreas e o Presidente da República eleito nomeava os ministros e respectivos vice-ministros tanto da Renamo como Frelimo e, assim sucessivamente, nomeavam outros quadros sempre no mesmo diapasão como forma de garantir a segurança e não criar feridas para ambas partes no processo. Diferentemente do que está a acontecer hoje, em que as condições de desarmamento da Renamo aguçam o perigo – porque até no tal momento do desarmamento, a Renamo apresentará maior efectivo de homens armados que o Governo. “Quando os homens armados da Renamo voltam para as palhotas, Dhlakama vai novamente buscá-los. Teremos um exército cuja maior proveniência é da Renamo, em contrapartida, os jovens do exército moçambicano despertaram devido às mortes arbitrárias e naturalmente são poucos nas fileiras”. Facto curioso, é que o conflito entre a Frelimo e a Renamo apenas interessa esses dois partidos e não os outros existentes uma vez que eles estão a arrastar todo o processo até a boca das eleições. Ao invés de adiar as eleições para outra altura, uma vez que a maioria dos partidos não está preparada para o efeito, usam fogo para resolver as suas diferenças existentes.
ENQUANTO ISSO...
Outro filme de curta-metragem no processo é Filipe Nyusi que não está preparado para as próximas eleições de Outubro próximo, razão pela qual o chefe de Estado anda de “saia justa”, de um lado para o outro, de forma “arrasca” a apresentar às populações numa clara campanha eleitoral típica de Armando Guebuza. Quanto a Afonso Dhlakama, este apenas tem pouco trabalho e consiste em explicar publicamente aos moçambicanos o porquê de ser vítima de ataques das FDS e as mortes sistemáticas de pessoas em ataques armados no país.
Entretanto, 15 de Outubro próximo, como data das eleições gerais, é uma música para entreter a opinião pública e, sobretudo, os moçambicanos – o céu está totalmente limpo e aberto e sem previsão para eleições, por isso a Frelimo e Renamo deviam adiar as mesmas.
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