Museu Mafalala
05/04/2026
Por ocasião do Dia da Mulher Moçambicana, o Museu Mafalala, realiza a Feira de Sabores Típicos da Mafalala - a Dambo dri Pelile.
Porque comida é também memória: de Pakite a Mafalala e do Macuti ao Mucucuni converge a nossa diversidade cultural, em cada prato que é aqui servido.
Com o instinto maternal que caracteriza as nossas Matronas transmite-se cultura a cada refeição que é servida.
Neste 07 de Abril, a partir das 16h, venha celebrar no Museu Mafalala um banquete originalmente Mafalalino.
25/03/2026
Noémia de Sousa também conhecida como a Mãe dos Poetas Moçambicanos. Filha deste torrão (Mafalala) imortalizou-se pelo seu "Sangue Negro".
Motivada pelo quotidiano do seu povo dedicou-se à uma poesia de emancipação, de exaltação do africano e da sua identidade. Muito cedo discutiu e posicionou-se como uma feminista e nacionalista acérrima.
A música como tema, como escape e como inspiração é um elemento muito presente na sua poesia na leva do "New Negro Movement" no contexto do "Harlem Renaissance". Assim, Noémia e seus pares, a partir da Mafalala e arredores, começam a definir o que virá a ser a cultura urbana em Moçambique e o génio criativo dos "ghettos".
“Mimi” como carinhosamente é tratada por seus pares inspira-se na diáspora negra americana por via do Blues e do Jazz poemas como "let my people go", "A Súplica" e a "Ode a Billie Holiday" ilustram este sentimento.
No âmbito da programação do Museu Mafalala do corrente ano de 2026, dedicada ao centenário de Noémia de Sousa, considerando a Mafalala como território simbólico da memória literária, política e cultural moçambicana, e o Museu Mafalala guardião dessa herança, esta proposta pretende activar o espaço museológico como lugar de produção contemporânea de pensamento, diálogo e circulação de saberes.
A proposta assume ainda o compromisso de democratizar o acesso a debates culturais e críticos, reconhecendo que as periferias urbanas, como a própria Mafalala, são frequentemente espaços de produção cultural intensa, mas nem sempre de acesso equitativo às plataformas de reflexão pública.
Com a participação de Alvaro Taruma, Lorna Zitha, Loide Nhaduco, N’wantshukunyani Khanyisane, Leonel Matusse Jr e Projecto Magoxe propomos um diálogo intergeracional de carácter participativo e performance.
As entradas são livres
18/03/2026
Ngwenya, O Crocodilo
Documentário que traça um retrato espiritual e artístico do pintor moçambicano Malangatana. (Prémio Festival de Milano – Melhor documentário de África, Ásia e América Latina).
Ngwenya, o crocodilo é um documentário realizado por Isabel Noronha. O filme conta a história do artista moçambicano Malangatana. "Um dia, Xiluwa conheceu Cecília, fiha de Malangatana, viu os desenhos e achou que era ele quem poderia traduzir em palavras esse universo sensorial a que ela sabia pertencer mas não podia nomear. E guardou de Malangatana a promessa de a levar um dia a esse lugar mágico onde tudo está inscrito, sem precisar de palavras. Trinta anos depois, partem juntos à procura das chaves para a compreensão de um Universo situado algures entre a Tradição e a Modernidade, viajando entre memórias sensoriais e histórias de infância, medos nocturnos e histórias míticas, lembranças eróticas e o calor da fogueira, histórias de luta e de armação de uma Identidade em construção. A cada dia dessa Viagem, a tela revela um pouco mais dos contornos oníricos e das infiinitas cores do Palácio Sagrado de Malangatana Ngwenya: ele mesmo."
03/03/2026
Chissano, Tributo ao Mestre é um filme de José Augusto Nhantumbo (Zegó) e Emídio Jozine.
Depoimentos, recortes de jornais, revistas e recordações da familia (esposa, filha e neto), díscipulos e amigos nos levam a conhecer a grandiosidade do mestre e escultor moçambicano, Alberto Mabungulane Chissano (1935 – 1994) que é o mentor do actual estágio da escultura moçambicana e um ícone da escultura Africana.
Neste documentário que é um tributo ao mestre que em 1994 perdeu a vida, também se destaca a relação com várias figuras políticas como Samora Machel e Indira Gandhi (Primeira-ministra da India 1966 e 1977). Mas nem tudo a morte Levou.
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