Cuidar no Lar
04/12/2015
O Vírus da SIDA
O vírus HIV (Vírus da Imuno Deficiência Humana) é um micróbio que só se consegue ver com um microscópio especial. O HIV ataca as células do sistema imunitário (o sistema de defesa do organismo humano). Pouco a pouco, essas células tornam-se incapazes de proteger o organismo humano contra infecções e tumores. Por isso, as pessoas que têm SIDA apanham doenças que o seu organismo não consegue combater.
SIDA é causada pelo vírus HIV. Nos doentes com SIDA, o sistema imunitário não funciona bem. O sistema imunitário é o conjunto das defesas naturais do organismo contra as doenças. Ainda não existe cura, nem uma vacina para esta doença, mas existem actualmente medicamentos capazes de controlar a infecção e permitir uma vida mais saudável e longa, sendo por isso a prevenção a melhor forma de proteger contra a doença.
O teste do HIV
Para saber se uma pessoa está ou não infectada pelo HIV, é preciso fazer o teste do HIV. Este teste detecta a presença de anticorpos contra o HIV. Anticorpos são substâncias que o corpo produz contra agentes infecciosos. O teste é sempre voluntário, isto é, ninguém pode ser obrigado a fazer o teste.
No caso de ser negativo ou indeterminado, o teste deve ser repetido 3-4 semanas depois. Em caso de dúvida, o teste deve ser repetido 3 meses depois da última exposição suspeita. Caso der positivo, iniciar com medidas para prevenir e tratar as infecções oportunistas, e receber tratamento com anti-retrovirais quando indicado.
Por que é importante fazer o teste?
Confirmar se se está infectado ou não.
Evitar que o parceiro fi que infectado.
Planificar melhor o futuro.
Querer iniciar um novo relacionamento.
Decidir ter filhos ou não.
Procurar o apoio moral e social necessário.
Apoio às pessoas HIV-positivas
Estigma e discriminação
Há muita tendência para isolar socialmente as pessoas com o HIV. Esta é a principal razão pela qual as pessoas receiam fazer o teste do HIV e descobrir que estão infectadas. Receiam vir a ser alvos de discriminação.
Preferem ignorar, apenas para virem a saber que têm SIDA quando já estão perto da morte.
Ainda há pessoas que têm problemas em partilhar a mesma casa de banho que uma pessoa HIV-positiva, e que não se sentem à vontade para comer do mesmo prato. Isto acontece apenas porque desconhecem que o HIV não se transmite deste modo.
Alguns conselhos para os familiares, colegas e amigos
Os familiares, colegas e amigos têm as suas próprias dúvidas, preocupações e receios em relação ao futuro do doente. Precisam de apoio para encarar a situação.
Devem saber que o HIV não se transmite através dos alimentos ou água, por partilhar a comida, louça, ou utensílios de cozinha, ou por se tocar, apertar as mãos ou abraçar.
Não é preciso que as pessoas doentes com SIDA tenham que viver ou dormir sozinhas. Não se deve ter medo de se viver com uma pessoa com o HIV.
Em geral, não há riscos ao cuidar dos doentes com SIDA, desde que se tome as medidas de segurança habituais para evitar apanhar qualquer infecção de qualquer doente que esteja a receber cuidados.
Como apoiar uma pessoa vivendo com o HIV
Dar apoio moral, psicológico e social
Não rejeitar ou isolar
Considerar a pessoa com o HIV como uma pessoa normal
Encorajá-la a usar os serviços de saúde
Promover um ambiente acolhedor no local de trabalho e no seio da família
Cuidados domiciliários
A casa é um lugar apropriado para o doente recuperar com maior rapidez e comodidade, já que se tem o apoio de pessoas queridas que podem providenciar cuidados e carinho.
As tarefas dos activistas que prestam cuidados domiciliários podem ser resumidas a duas áreas:
- Informar, educar, comunicar e oferecer aconselhamento
- Providenciar serviços mínimos aos doentes.
Informar, educar, comunicar e aconselhar o doente e seus familiares relativamente a:
SIDA
Hábitos e comportamentos saudáveis
Prevenção de infecções
Conforto dos doentes
Cuidados básicos
Identificar os sinais de agravamento de doenças
Toma dos medicamentos
Higiene básica
Nutrição
Estigma.
Providenciar serviços mínimos aos doentes
Verificar a presença dos sinais de perigo ou de agravamento de doenças e transferir o doente para a unidade sanitária mais próxima.
Avaliar se há acesso aos alimentos e quais os produtos disponíveis para cozinhar.
Identificar problemas sociais, para referir aos respectivos serviços de apoio: acção social, associações de pessoas com o HIV, etc.
Fornecer cuidados básicos de saúde, como tratar a febre, diarreia, tosse, problemas de pele, dores, problemas genitais e feridas na boca e garganta.
Entregar, em caso de necessidade, medicamentos para o doente e demonstrar como utilizá-los.
Fazer acompanhamento dos doentes em tratamento com anti-retrovirais ou profilaxia, ou tratamento de infecções oportunistas. Devem ser transferidos para a unidade sanitária no caso de terem efeitos adversos graves, ou por dificuldades na aderência (se o doente falha mais de 3 doses de tratamento durante 1 mês).
Fazer busca activa dos doentes que não comparecem nos serviços de saúde.
26/10/2015
ALERTA PARA RISCO DE ALTO CONSUMO DE CARNE PROCESSADA
A OMS (Organização Mundial da Saúde) coloca bacon, linguiça e
salsicha na lista de alimentos cancerígenos
O consumo de produtos como salsicha, linguiça bacon e presunto, aumenta o risco de cancro do intestino em humanos, afirma um novo relatório da OMS publicado nesta segunda-feira (26). De acordo com o documento, a carne processada é um fator de risco certo para a doença, e carnes vermelhas de um modo geral são um fator de risco "provável".
As canes processadas foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogéneos – que já inclui tabaco, amianto e fumaça de diesel – para os quais já há “evidência suficiente” de ligação com o cancro. O relatório foi feito pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer), órgão ligado à OMS.
RISCO DE CANCRO
"Para um indivíduo, o risco de desenvolver cancro colorretal em razão do consumo de carne processada permanece pequeno, mas esse risco aumenta com a quantidade de carne consumida", afirmou Kurt Straif, chefe de programa Monographs, do IARC, que avalia riscos para o câncer.
Um estudo de meta-análise -- que avaliou diversos outros estudos-- estima que cada porção diária de 50 gramas de carne processada aumente o risco de câncer colorretal em 18%. Esse tipo de cancro é hoje o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens, e está matando 694 mil pessoas por ano (segundo dados de 2012 da OMS, os mais recentes).
A carne vermelha - grupo dentro da qual estão tecido muscular de boi, porco, carneiro, bode e cavalo - foi classificada como um carcinógeno (produto capaz de provocar cancro) "provável" e entrou na lista do grupo 2A, que contém o glifosato, princípio ativo de muitos herbicidas.
A definição do IARC para carne processada inclui produtos "transformados por salgamento, curagem, fermentação, defumação e outros processos para realçar sabor ou melhorar a preservação", afirma um artigo publicado por cientistas do IARC na revista médica "The Lancet", que acompanhou a divulgação do novo relatório.
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