Ramon Ferragem

Ramon Ferragem

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26/04/2026
25/04/2026

isso...

Não se descobre o que já existe. Quando as caravelas portuguesas invadiram o Brasil, já encontraram aqui os verdadeiros donos da Terra Brasilis, que a partir de todo o processo de colonização, que se perpetua até os dias atuais, ainda intencionando desqualificar e apagar saberes ancestrais, exterminar uma cultura riquíssima e profundamente conectada à natureza e que se expressa através de uma vivência coletiva e fraterna admirável. O dia de hoje me fez recordar de uma pessoa que atendi a alguns anos e que havia se distanciado de sua família, catequizada pela tecnologia e pela medicina europeia e ocidental, mas que diante da gravidade de seu quadro e da progressão de sua doença, sentiu a necessidade de resgatar o modelo de cuidado que havia aprendido com sua avó, uma liderança indígena de uma aldeia no nordeste brasileiro. Além de todo o sofrimento que seu quadro provocava, o que tornou mais difícil lidar com o agravamento da doença foi o preconceito manifestado pela equipe de saúde quando, diante de suas perguntas sobre a possibilidade de usar o conhecimento transmitido por sua avó para amenizar seus sintomas, adotou uma postura de invalidação de seus saberes oriundos de sua experiência originária. Ela teve um final de vida sofrido, com seus desejos desrespeitados e a minha esperança é de que tenha sido acolhida no seu processo de encantamento. Para nós educadores ou profissionais da saúde é fundamental que tenhamos uma abordagem culturalmente congruente e que valorize o saber que ignoramos como consequência da colonização e que precisa ser reconhecido e respeitado. Que a gente seja capaz de enxergar que boa parte da beleza multicultural brasileira foi herdada dos povos originários, a quem devemos nossa gratidão. E que possamos ser intolerantes com todo preconceito que ainda se alimenta em nosso sistema social.
@segundachamadaserie 24/04/2026

Não se descobre o que já existe. Quando as caravelas portuguesas invadiram o Brasil, já encontraram aqui os verdadeiros donos da Terra Brasilis, que a partir de todo o processo de colonização, que se perpetua até os dias atuais, ainda intencionando desqualificar e apagar saberes ancestrais, exterminar uma cultura riquíssima e profundamente conectada à natureza e que se expressa através de uma vivência coletiva e fraterna admirável. O dia de hoje me fez recordar de uma pessoa que atendi a alguns anos e que havia se distanciado de sua família, catequizada pela tecnologia e pela medicina europeia e ocidental, mas que diante da gravidade de seu quadro e da progressão de sua doença, sentiu a necessidade de resgatar o modelo de cuidado que havia aprendido com sua avó, uma liderança indígena de uma aldeia no nordeste brasileiro. Além de todo o sofrimento que seu quadro provocava, o que tornou mais difícil lidar com o agravamento da doença foi o preconceito manifestado pela equipe de saúde quando, diante de suas perguntas sobre a possibilidade de usar o conhecimento transmitido por sua avó para amenizar seus sintomas, adotou uma postura de invalidação de seus saberes oriundos de sua experiência originária. Ela teve um final de vida sofrido, com seus desejos desrespeitados e a minha esperança é de que tenha sido acolhida no seu processo de encantamento. Para nós educadores ou profissionais da saúde é fundamental que tenhamos uma abordagem culturalmente congruente e que valorize o saber que ignoramos como consequência da colonização e que precisa ser reconhecido e respeitado. Que a gente seja capaz de enxergar que boa parte da beleza multicultural brasileira foi herdada dos povos originários, a quem devemos nossa gratidão. E que possamos ser intolerantes com todo preconceito que ainda se alimenta em nosso sistema social. @segundachamadaserie

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