UP LPS
13/05/2024
Esse é um daqueles discos que bate fundo ein! consegue representar com muita perspicácia o ódio! Ódio de classe, voltado à elite realmente odiosa, vil e mesquinha que se estabeleceu historicamente no Brasil, mas não só! A construção do repertório consegue um trânsito poético que retrata também as experiências tão ferradas quanto sublimes dos povos que vivem de pés no chão, de peito aberto com pouco ou nenhum recurso, mas com criatividade imensa pra viver.
O disco começa com uma elégia exusica para abrir os caminhos. Depois, no lado A é quase só porrada. Valhacouto composta em parceria com o mestre Aldir Blanc é épica! Vil malandrão, composta com Kiko Dinucci rememora alguns massacres fundadores da nação.
Escumalha, a música que dá nome ao disco é uma crônica que descreve o altar sincrético da escumalha da nação, a ralé, que também é a sobra da forja de um Brasil cindido.
O lado B segue fenomenal!
Eu pessoalmente destaco a faixa Chapa, um crônica bela e dura sobre um trabalho invisibilizado. Beleza e dureza também são a tônica de Marcha de Maria.
Ratapaiapatabarreno é um crônica Linguística que tem a Dona Derfina no centro da narrativa. Insignificâncias tem o gigante Manoel De Barros se espalhando por céu e terra com seus olhares de menino.
Por fim, em Tempo velho, palavras ancestrais são sopradas com carinho e firmeza pra fechar o disco.
Deve ter dado pra perceber que eu gosto bastante desse disco, né?!
Enfim, tudo isso pra dizer que eu tô vendendo esse disco maravilhoso. Tenho outro pra mim, mas peguei um pra fazer alguém tão feliz quanto eu.
Disco novo, deslacrado.
235 reais.
30/04/2024
Olha que discasso!
Duo moviola!
Saiu a pouco esse disco é um projeto que reúne os craques e .
Lançado originalmente em 2009, o disco chega agora em nosso formato favorito!
Não conhece? Joga nas redes e ouça que tá nas plataformas, vai ser difícil vc não querer adquirir essa pérola.
Disco laranja translúcido!
225 reais.
Atendimento via DM
19/03/2024
Sérgio Sampaio é um dos ilustres membros do Hall de malditos da MPB.
Difícil de enquadrar em um gênero específico, questionador, não afeito ao conformismo com as regras mercadologicas que pautaram a indústria fonográfica brasileira, Sérgio teve dificuldades em cravar seu espaço nos jabás radiofônicos, ainda mais com o boicote perpetrado pela CBS por conta do disco Sociedade da Grã Ordem Kavernista lançando com Raul Seixas, Edi Star e Miriam Batucada, sem a aprovação da gravadora e recolhido das lojas.
Porém no VII festival internacional da canção do Rio, Sérgio emplacou seu Primeiro e único hit da carreira, o clássico "Eu quero é botar meu bloco na rua". A canção não ganhou o festival, mas pegou no público e seu compacto vendeu 500 mil cópias, foi o hit do Carnaval seguinte e abriu alas pro capixaba gravar seu primeiro disco.
No disco homônimo ao hit, Sérgio é acompanhado de uma turminha bastante interessante do que viria a ser nos anos seguintes o Azymuth e do mestre Wilson das Neves. Quem assina a produção é Raulzito.
Dizem que quem deu a deixa pra surgir o hit foi Erasmo Carlos. Sérgio, fã de Roberto Carlos seu conterrâneo de Cachoeiro do Itapemirim, procurou Erasmo pra tentar que este fosse sua ponte com Roberto, pois sonhava ouvir alguma composição sua, na voz de RC.
Enfim, a música brasileira é gigante....Roberto nunca gravou nada do Sérgio, ele não conseguiu o reconhecimento merecido em vida, mas hoje seus discos são disputados a tapa no mundinho doido do colecionismo de discos.
Essa cópia é a segunda edição de 1988.
Disco NM
Capa vg+
275 reais.
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Santos