Museu do Negro-RJ
05/06/2026
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CURSO GRATUITO 🌐 O ano do centenário de Milton Santos é a oportunidade perfeita para mergulhar no pensamento de um dos maiores intelectuais brasileiros e refletir sobre suas contribuições para a educação, a geografia e outras áreas!
O curso “Milton Santos: Cidadão do Mundo e Geógrafo das Quebradas”, disponível na Escola Fundação Itaú, é uma oportunidade para conhecer os principais conceitos desenvolvidos em sua perspectiva teórica, além de se aprofundar em sua compreensão sobre território, cidadania, desigualdade, globalização e diferentes formas de produção de conhecimento.
💻 Totalmente on-line, gratuita e com certificado, a formação é ideal para educadores, estudantes e todos que se interessam por geografia, justiça social e saberes periféricos.
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: Fotografia de Milton Santos de perfil. Ele é um homem negro, de cabelo curto e escuro, e está vestindo uma camisa vermelha. Olha para o lado com uma expressão serena no rosto, enquanto apoia a cabeça com o punho da mão direita. Com a imagem, os textos "Milton Santos: cidadão do mundo e geógrafo das quebradas" e "Faça o curso gratuito de introdução aos principais conceitos desenvolvidos pelo intelectual no ano de seu centenário".
13/05/2026
Com profundo pesar, a ANPUH-CE presta homenagem a José Hilário Ferreira Sobrinho, cientista social, historiador, militante do movimento negro e referência fundamental nos estudos sobre história e cultura negra no Ceará.
Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a luta antirracista, pela valorização da memória da população negra e pela construção de uma historiografia comprometida com as questões étnico-raciais. Militante do MNU-CE, fundador do GRUCON e do jornal negro Malemba, José Hilário deixa uma contribuição inestimável para a pesquisa, a militância e a formação de novas gerações.
Sua voz, sua escrita e sua luta permanecerão vivas na memória da historiografia cearense e dos movimentos sociais negros.
Aos familiares, amigos, amigas, colegas e companheiros de caminhada, manifestamos nossa solidariedade neste momento de dor.
José Hilário presente!
13/05/2026
[Lima Barreto]
13/05/1881
01//11/1922
“Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1881 - idem,1922). Romancista, contista, cronista e jornalista. Definida pelo próprio autor como "militante", sua obra está quase inteiramente voltada para a investigação das desigualdades sociais e da hipocrisia e falsidade dos homens. Com frequência adotando a ironia, o humor e o sarcasmo, ora alcança altos níveis de criatividade e realização estética, ora abdica de maiores preocupações artísticas para se assumir como panfleto ou meio de documentação social, política e histórica.
Filho de pai tipógrafo (João Henriques de Lima Barreto) e mãe professora (Amália Augusto Barreto), o escritor é apadrinhado pelo visconde de Ouro Preto (1836- 1912), influente ministro do Império, que lhe garante uma educação escolar de qualidade. Torna-se órfão de mãe ainda na infância.
Ingressa na Escola Politécnica em 1897, mas, reprovado continuamente em diversas matérias e obrigado a sustentar os irmãos, por causa dos problemas psiquiátricos do pai, abandona os estudos. Em 1903, torna-se funcionário público ao ingressar no setor burocrático da Secretaria de Guerra, passando também a colaborar intensamente com a imprensa do Rio de Janeiro, publicando artigos e crônicas em periódicos como Correio da Manhã, Jornal do Commercio e A Gazeta da Tarde. Com amigos literatos, funda e dirige a revista Floreal, que tem apenas dois números.
Estreia como romancista no ano de 1909, com a publicação de Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Em 1911, em formato de folhetim, nas páginas do Jornal do Commercio, publica Triste Fim de Policarpo Quaresma, que se torna sua obra mais célebre, editada em livro apenas quatro anos depois. O romance narra a história de Policarpo Quaresma, homem de inteligência mediana, mas de nacionalismo e boa-fé inabaláveis. Agindo de modo a valorizar e popularizar ideais do que ele julga ser a verdadeira cultura brasileira, Quaresma obtém da sociedade uma resposta sempre dura, sendo classificado como louco (ora inofensivo, ora perigoso).
Como observa o romancista e crítico Osman Lins (1924-1978), esse "é um romance sobre o desajuste entre o imaginário e o real, entre a idealização e a verdade, entre a ideia que o personagem-título faz do seu país e o que o seu país é realmente"1. A obra também procura ridicularizar o apego da sociedade aos títulos, sobretudo o de bacharel, bem como as instituições políticas da época, sua burocracia e sua inoperância.
Já em O Homem que Sabia Javanês (1911) é apresentado o caso de uma pessoa que, afirmando dominar o idioma javanês sem na realidade conhecê-lo, consegue enganar boa parte da sociedade carioca da época e até mesmo ascender na carreira política, acadêmica e diplomática com base nessa mentira. A certa altura, o personagem declara: "Imagina tu que eu até aí nada sabia de javanês, mas estava empregado e iria representar o Brasil em um congresso de sábios", trecho que representa uma crítica contundente à predominância das aparências nos meios sociais e políticos do período retratado.”[…]
Fonte e texto na íntegra:
LIMA Barreto. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026.
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/1555-lima-barreto.
Acesso em: 13 de maio de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Fotografia: Acervo Arquivo Nacional/Fundo Correio da Manhã
Lima Barreto
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08/05/2026
Material aborda a trajetória de treze mulheres centro-africanas que atuaram entre os séculos XVI e XIX. Link da matéria em nossa bio.
25/04/2026
🏛️ LEGENDA: CIRCUITO MERCADO A MERCADO – MAIO NEGRO
MERCADO A MERCADO: O REENCONTRO COM A HISTÓRIA QUE TENTARAM APAGAR. 👣🏛️
No dia 30 de maio, encerramos o nosso calendário de Maio Negro com o lançamento de um percurso vital: o Circuito Mercado a Mercado. Vamos conectar os dois principais eixos do comércio de pessoas escravizadas no Rio colonial — da Rua Direita ao Valongo — em uma caminhada que é, acima de tudo, um ato de reparação histórica.
Percorrer este trajeto é confrontar a desvalorização da vida humana imposta pelo passado, transformando-a em letramento racial e consciência crítica. Passaremos pelos cemitérios de Santa Rita e do Valongo, reconhecendo as vidas interrompidas e a força da ancestralidade que resiste em cada esquina da Região Portuária.
Este é um convite para quem busca saberes compartilhados e deseja combater a invisibilidade de um território que é palco da maior diáspora africana do mundo. Venha fortalecer nosso compromisso com a memória e o pertencimento.
🗓️ QUANDO E ONDE?
DATA: 30 de Maio (Sábado)
HORA: 09h
PONTO DE ENCONTRO: Praça da Pira Olímpica (Ao lado do CCBB e Casa França-Brasil).
📝 INFORMAÇÕES ESSENCIAIS:
GRATUIDADE: Inscrições individuais e gratuitas. Proibida a comercialização.
VAGAS: Limitadas para garantir a escuta e a qualidade da mediação. (Máximo 02 ingressos por CPF).
DURAÇÃO: Aprox. 3h30 (Percurso de 3km).
PREPARO: Traga sua água, use protetor solar e calçados confortáveis. O percurso exige sensibilidade e disposição física.
O IPN transforma a dor do passado em ferramenta de transformação social.
🔗 [Garanta seu ingresso no link da Bio/Sympla]
IPN: Memória, Resistência e Educação.
✊🏾
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