Bruna Rafaele

Bruna Rafaele

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08/05/2026

Para começar bem: Ninguém pode agredir ninguém. Além de feio, é crime. Admiro falas de mulheres fortes e sou umas delas. Todas nós somos, cada uma à sua maneira. Sintam-se todas acolhidas por aqui. Por mais respeito a todas as mulheres que foram, são e virão.

Ah, vale lembrar: Tem que subir muita montanha, pular de escada nos braços dos colegas, andar brasas... entre outros rituais que as pessoas estão tentando criar para recriar a maneira de ser gente. Mas será que ser gente precisa passar por esses rituais ou autorizar o outro a ser quem ele quer ser? Eu vejo tanta maldade em gente que não entendeu nem mesmo o que está escrito em 1 Corintios 2:9: "As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam". Como é necessário saber interpretar BEM o que nos circunda, o que se vê e o que se ouve! Sempre estar atenta e atento faz de nós seres muito mais hábeis.

Misturar a vida e a fé? É para quem quer e está tudo bem porque vivemos em um país laico. Para quem não sabe o signif**ado desta palavra, busque no dicionário, porque existe esse livro também.

Desrespeitar a mulher em sua existência é negar a vida humana desde da sua origem, porque nascemos em árvores, nem somos filhos de chocadeiras ou alguém aqui é?

Observem o tom dele ao falar: "Então, revida!" Isso é um chamado para a mulher ir para o embate. Isso é ser extremamente agressivo com palavras. Que risco é ter para mulheres e crianças esse tipo de homem por perto... Mulheres, se atentem sempre aos mínimos detalhes de violência contra mulheres e nunca achem engraçado esse comportamento com outras mulheres porque um dia, isso pode ocorree com você mesma. Além disso, quem comete violências psicológicas, parte para violências físicas sim!

Eu acredito que podemos melhorar nossa maneira de entender nossas relações humanas, mas tem gente que NÃO melhora.

01/05/2026

Sobre a perda da saúde no trabalho, é estranho pensar sobre isso, mas é imensamente necessária essa reflexão. Há muitas pessoas que idolatram seu trabalho e amam ser chamadas de workakolic, palavra que corresponde a algo como pessoa que é viciada em trabalho, mas é a mesma pessoa que se esquece de que sua mente e seu corpo cobram um preço muito alto por essa vaidade toda.

Além disso, quando bate o Burnout, que corresponde a uma exaustão que não cessa mesmo descansando por muito tempo; um pico de pressão; uma outra doença física ou psíquica, como ansiedade e depressão, o que ocorre é: A sua substituição em minutos, pois seu emprego tão venerado local onde você acredita ser tão importante estar ou único de cumprir suas tarefas, alguém te substituirá e nem ligarão para saber se você está bem. É como o ditado popular diz: Rei morto, rei posto.

Na lógica da sociedade atual, a cada dia, as pessoas estão f**ando mais frívolas e se afastando mais de sua condição humana e assim, consequentemente das outras pessoas, o que acaba fazendo com que estas mesmas pessoas se esqueçam de que estas mesmas pessoas podem passar por problemas e máquinas não vão solucionar seus problemas.

Com isso, por mais que os seres humanos amem seu trabalho em excesso, por mais que trabalhem arduamente para ganhar estrelinhas dos chefes, ou seja, reconhecomento social, mesmo que seja pisoteando em cima dos colegas de trabalho, apontando suas falhas de terceiros, suas vidas são vazias, frias e estes sujeitos não têm nenhum afeto por si mesmos.

Quem estes sujeitos chamam de amigos são, na verdade, apenas o que corresponde a colegas de trabalho, pessoas que se aproximaram apenas porque trabalham juntas, não porque têm afinidades e elos afetivos e de amizade. Logo, os assuntos são apenas relacionados ao trabalho.

Na sociedade, enquanto trabalhadores, essas pessoas têm navegado em mares tortuosos, em grande desrespeito e crueldades infinitas. As leis trabalhistas estão cada vez mais f**ando rarefeitas, porque as novas gerações de trabalhadores se acham "modernos" e "mais inteligentes" por ganharem mais, quando veem uma quantidade de dinheiro nas mãos maior do que seus amigos mais velhos e seus pais. Mas infelizmente, estão sendo completamente enganados com o discurso da uberziração e da pejotização, que anula tantas lutas dos sindicatos dos trabalhadores de outrora que lutaram fazendo tantas greves e conquistaram tanto respeito para chegarmos onde estamos.

Sabe o motivo de estarmos passando por isso hoje no meio dessa pandemia de adoecimento no local de trabalho? A vontade de não saber o que se passa consigo mesmo. O desejo de participar de grupos e assim, ter assunto na roda de amigos, ter uma identidade e se sentir um membro de uma massa.

Assim, os "moderninhos de hoje" são os que querem manter o discurso de ser "empreendedor de si mesmo", mas na verdade, ninguém pode ir na esquina comprar qualquer sem pertencer à sociedade onde se vive, seja um pão, seja café, só se a pessoa produzir sua própria maneira de existir, o que exige de todos um isolamento completo. O que se comprovou através do fato da pandemia, que não só mexeu com a saúde de uma pessoa, mas a saúde mundial.

É sempre bom pensar na frase: O que consome o quê? Além disso, é importante pensar em: Quando algo nos aparece como "gratuito", o que é consumido somos nós.

Vamos melhoremos nossa interpretaçao, através de nossas próprias reflexões? Não adianta achar que lemos livros complexos sem entender do que eles tratam. Além disso: Tem como participar de um grupo que te faça anular sua inteligência para fazer parte dessa massa só para você não lidar com essa sua angústia?

É possível melhorarmos como pessoa e eu acredito nisso.

07/04/2026

Violências verbais e físicas são por vezes envoltas em meras tentativas de disfarces que acabam sendo expostas, de alguma maneira, mesmo que a pessoa se ache um gênio da dissimulação. Parafraseando Freud, a verdade sai pelas pontas dos dedos, porque o sujeito acaba se traindo de alguma maneira.

Ouvir pessoas falando e agindo me permite observar que há ódio em seu modo de se expressar em relação ao outro. Alguns até tentam ser mais articulados, mas acabam demonstrando que odeiam o outro só por esse outro existir de forma diferente. Isso não é apenas uma questão de "meu santo bater ou não com o de outra pessoa."

A questão que f**a é: Qual é o peso da escolha de tratar com ódio alguém e o aumento de casos de violências? Temos mais pessoas com receio de serem as próximas vítimas e outras que são alvos de violências e têm que lidar com as consequências de passar pelos danos psicológicos, físicos, financeiros, além dos casos de parentes que perderam a presença de pessoas queridas ao seu redor.

O adoecimento psíquico aumentou muito, assim como venho observado que há manifestações de indignação e revolta crescentes na sociedade que não quer f**ar omissa frente à atuação do ódio e isso é peculiar porque já temos leis construídas que demarcam o limite da conivência e do quanto as pessoas que se sentem "boas", "gentis" e "do bem" e falam "deixa disso" são tão erradas porque assistem em silêncio e até sentem prazer ao ver a maldade ocorrendo. Mas alerto que há uma grande diferença entre Justiça e vingança.

Para se informarem a respeito, há o Código Penal, em que podemos aprender sobre o que caracteriza a omissão, como no artigo 13, parágrafo 2, no artigo 135 e no artigo 247.

03/04/2026

Vi recentemente uma série da Netflix de um homem fascinado pela ideia de não envelhecer. Um homem riquíssimo que quer viver a utopia que vendem para ele e ele acredita piamente que já a alcançou.

Neste documentário, ele toma uma quantidade absurda de cápsulas, faz atividades físicas diárias específ**as para a manutenção de massa muscular, ele se expõe à luz artificial e faz teste genético que afirma que ele f**a cada vez mais novo, inclusive já esta mais novo do que seu próprio filho.

Mas tem um fator que não tem como negar: Ao olhá-lo, dá para ver que ele está calvo, que sua pele está envelhecendo, que os te**es genéticos que afirmam que ele está mais jovem do que seu filho não pode ser uma verdade absoluta, uma vez que ele envelhece como um homem normal de sua idade.

Um dado muito importante desse homem é: Ele persegue apenas esse ideal, não trabalha, não faz mais nada além disso e banca apenas esse sonho de se tornar um homem que não vai envelhecer e quer ser estudado pela ciência. Nem mesmo sobra espaço na sua agenda para manter um relacionamento amoroso, até porque — qual horário disponível ele tem para amar alguém além dele mesmo? — nenhum. Ele é um Narciso saído da mitologia grega para nossos dias atuais.

Para envelhecer, basta estar vivo. Por que não aceitamos isso com mais naturalidade?

21/03/2026

Acredito que muito já tem sido falado e escrito sobre isso e quem defende as mulheres me parece excelente.

Ouçam a letra de Blues da Piedade, interpretada por Cássia Eller e sintam do que se trata.

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