Atfaetec
RESISTIR E AVANÇAR NA LUTA CONTRA O GOVERNO
A greve na FAETEC já se aproxima dos 100 dias. Diante da postura governista e pelega do Sindpefaetec, que ainda se diz representante da categoria, e que já propôs a volta ao trabalho sem nenhum avanço efetivo em nossa pauta de reivindicações, é a nossa base que está levando adiante uma greve bastante longa e que soma forças com a luta dos trabalhadores da SEEDUC, da UERJ e dos estudantes das escolas públicas.
Após cerca de dois meses sem conseguirmos iniciar qualquer negociação com o governo, nas últimas semanas tivemos avanços nesse processo e representantes da categoria passaram a participar diretamente dos espaços de negociação. Porém, até agora nada de concreto foi acordado como o governo. Existem apenas acenos de que algumas de nossas reivindicações serão estudadas e, dependendo de sua viabilidade, atendidas.
Dessa forma, não há como aceitarmos as condições propostas pelo governo e voltarmos a trabalhar normalmente, como se nada estivesse acontecendo na Faetec e no Rio de Janeiro. Uma década de governos do PMDB, com Cabral e Pezão e, agora, com Pezão e Dornelles no comando, e o estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço. A prioridade nas políticas públicas e as vantagens dadas às empreiteiras, aos grandes grupos econômicos, às empresas terceirizadas, às Organizações Sociais (OS’s), etc, fez com que o Rio de Janeiro ficasse sem recursos e provocou o colapso nos setores de atendimento às necessidades básicas da população, especialmente nos setores da Educação e da Saúde.
Diante desse quadro, não há dúvidas de que nossa greve deve continuar. As razões que nos levaram a optar pela greve, como a falta de reajuste salarial há três anos, o congelamento do PCS, os atrasos constantes no pagamento de nossos salários e o ataque aos nossos direitos trabalhistas continuam. É bom lembrarmos de que o governo não desistiu de mexer na Previdência Social e aumentar a contribuição dos servidores de 11% para 14%. Diante da crise capitalista, o ataque se dá sobre o Estado e sobre os direitos dos trabalhadores.
Devido à situação caótica produzida pelo PMDB e seus aliados no Rio de Janeiro, hoje as unidades da rede Faetec não possuem mínimas condições de funcionamento. Muitas delas estão ocupadas pelos estudantes, que lutam, entre outras coisas, por melhorias na infraestrutura e por uma verdadeira gestão democrática em nossas escolas, os trabalhadores terceirizados encontram-se há vários meses sem receber seus baixíssimos salários. A maior parte deles não possui nenhuma condição de comparecer ao trabalho. Assim, nas unidades que estão funcionando, a limpeza, a higiene, a segurança e a alimentação estão sendo oferecidas de forma bastante precária.
Como sabemos, as principais reivindicações da categoria estão muito longe de serem atendidas. Temos que resistir, a GREVE deve continuar. Não é o momento de recuarmos, não obtivemos ainda nenhuma conquista e não há nenhuma garantia de que qualquer acordo com o governo será respeitado. Temos que avançar na luta e pressionar fortemente Dornelles, Tutuca, Picianni, Tande e Cia até que sejam atendidas nossas justas reivindicações.
A GREVE CONTINUA, DORNELLES A CULPA É SUA!
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