Boca no Mundo
21/12/2020
Scorpion, Jolokia e Carolina. Pódio formado. Frida até fez biquinho.
07/12/2020
Swedish p**n, algo assim. Enrubescer, porém, só pelo aquecimento alcoólico. Seguindo a teoria de que é preciso praticar os clássicos, não dei um dia de guarda à cerveja que permite anos, pois o queijo m**ou. O distinto Sr. Nils Oscar Bryggeri, de farto bigode e chapéu branco, tem pintado constantemente no varejo carioca, vindo da gélida Suécia com caldos de alto gabarito. Descolei a garrafinha de pescoço longo da Barley Wine Celebration na birosca do amigo Gil Lebre, e a descrição impressiona, com seus 9,9 % de graduação. Coisa de sete tipos de malte e açúcar mascavo das Ilhas Maurício, com inesperada lupulagem de Sorachi, Cascade, Magnum e Fuggles. Uma delícia com tudo que aqui nos interessa: muito caramelo de malte, toffe, brioche, bolo e calda de frutas secas. Para ser bebida na lentidão de um vinho Madeira, como sugere o estilo de origem britânica. O Torre Verde, por sua vez, veio de Minas pela Queijo Mio, com sua casca e veios mofados, cremoso no interior, salgado, amendoado e condimentado com toda a intensidade gostosa dos fungos que nele habitam. E nada mais a fazer existe a não ser a entrega despudorada ao prazer de colocar cerveja e queijo ao mesmo tempo na boca.
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