Anthygenus

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23/03/2020
28/10/2019

Bebês e o Ambiente, uma relação mais íntima do que poderíamos imaginar

Temos desde que nascemos um curto período do tempo para que nosso organismo “aprenda” a adaptar-se ao ambiente que vamos viver toda nossa vida. Essa afirmação tem vários problemas práticos. Nossos pais são superproteções e por isso evitam de nos expor ao mundo real de poluição e a todas as sustâncias que futuramente farão parte de nossas vidas.
Há realmente um prazo para aprendermos a tolerar ou reagir a muitos tipos diferentes de substâncias, se este tempo passar será que haverá outra chance (!)
Quando pensamos em “ambiente” não devemos nos limitar a apenas ao ambiente em que estamos sendo cuidados enquanto bebês, mas a todos os possíveis ambientes que poderíamos entrar em contato na vida. A questão é que isso provavelmente é impossível de se praticar, mas podemos amenizar a situação aumento as possibilidades de nosso sistema imunológico poder “aprender” antes que se forme completamente, ou melhor que isso, que ele possa aprender a se auto se adaptar.
Mas e se nosso tempo de “ensinar” o Sistema Imunológico acabou poderíamos ter outra oportunidade durante a vida? E se houver o que temos que fazer?
A genética e a imunologia têm uma área de interseção, o ambiente.
Enquanto que na genética mesmo que tenhamos genes que não sejam adequados ao ambiente eles podem ser “desligados”. O mesmo acontece com o Sistema Imunológico quando são produzidas células inadequadas, os quais poderíamos substituir por células mais efetivas.

16/10/2019

AUTISMO – Relação com alergia e intolerância alimentar e uma possível CURA (REMISSÃO)

Há pelo menos 15 anos muitas publicações científicas sugerem que exista uma via de comunicação e relação entre as inflamações intestinais e lesões em neurônios inflamados, gerando achados clínicos do transtorno do espectro autista (TEA). Posteriormente foi encontrada uma via através do sistema linfática que liga o sistema neural e o sistema intestinal.
Há uma quantidade imensa de informação sobre os parâmetros do título do artigo, nosso foco será explicar o básico e sinalizarmos uma melhora clínica que pode chegar a remissão do autismo baseada apenas em uma dieta livre de potenciais alimentos que possam contribuir para o processo inflamatório intestinal e que substâncias resultantes possam afetar diretamente neurônios cerebrais de desempenhar suas funções normais.
Primeiro precisamos entender que AUTISMO não é uma patologia simples, SEMPRE haverá mais patologias psiquiátricas associadas (Transtorno Opositivo-Desafiador, Transtorno de Ansiedade, Epilepsia, doenças genéticas diversas, etc.), e deve-se considerar que algumas destas patologias pode ter efeito superior a patologia AUTISMO.
Vamos ao mundo real, não é fácil diagnosticar autismo, assim como as comorbidades associadas e mais ainda qual o grau que cada uma se encontra, as escalas clínicas completas são complexas, como já sabemos que existe uma relação entre autismo e alergia e/ou intolerância alimentar, podemos trabalhar em uma melhorar clínica sem que seja necessário um extenso e demorado diagnóstico.
Todo AUTISTA tem algum tipo de alergia é um fato, está alérgica pode se manifestar no sistema respiratório ou cutânea.
A terapia para tratamento da inflamação intestinal, que tem grandes chances de ser a desencadeadora das questões inflamatórios neurológicas começam com um exame onde são determinados quais os possíveis alimentos causadores, seguem os principais suspeitos:
TRIGO (GLUTEN), CASEÍNA, LACTOSE, ALFA-LACTOALBUMINA (LEITE), OVOS, TOMATES, BERINJELA, ABACATE, PIMENTÃO VERMELHO, SOJA E MILHO.
Os alimentos descritos acima, apresentam estatisticamente, uma relevância quando analisados como desencadeadores de alergia alimentar/intolerância alimentar em pacientes AUTISTAS.
Temos que ter em mente que não basta simplesmente excluir estes alimentos da dieta do paciente AUTISTA, por dois motivos, um é simplesmente porque o paciente pode não aceitar a troca de uma alimento por outro, isto tem a ver com o psique de interpretação doa paciente AUTISTA, por exemplo, se ele gosta de alimentos crocantes ele não vai querer trocar por um alimento macio, isso pode parecer asqueroso para ele, então deve ser muito bem ponderada a questão da troca de alimentos com relação a aceitação. A outra questão está relacionada a alimentos que contenham a substância de forma oculta, SIM. OS RÓTULOS NÃO CONTAM TUDO.
Um teste deve ser realizado para avaliar a questão alergia alimentar/intolerância alimentar, inclusive ambos podem estar presentes, pois muitos alimentos compartilham sustâncias constituintes. Então, alimentos crus e te**es de puntura podem ser aplicados. Não focaremos nas diferenças de alergia e intolerância, vamos deixar para outro momento.
Indo direto ao ponto:
AUTISMO é causado por alimentos?
Os estudos apontam que pode existir uma propensão genética, mas que a alimentar está diretamente relacionada a piora dos sintomas clínicos.
AUTISMO tem cura?
A palavra utilizada é remissão, estatisticamente podemos falar de remissão em de 1 em 3 pacientes com AUTISMO. Seguindo uma dieta personalizada.
Em quanto tempo posso esperar a remissão do AUTISMO?
Haverá grandes variações, devemos considerar a questão do grau de AUTISMO, idade, metabolismo, o grau de inflamação que se encontra no momento que foi iniciada a dieta personalizada e quanto tempo será necessário até a completa adaptação a esta nova dieta.
Mais informações podem ser consultadas nas referências abaixo:
Sabra, A. et al. Inflamação no sistema nervoso central, alergia alimentar e transtorno e do espectro autista. Journal of food allergy. V. 6, n. 1 – 2017, pág. 5-7.
Lopes, R. R. S. and Sabra A. Intolerância à lactose em uma creche do município de Duque de Caxias: avaliação da sintomatologia. Journal of food allergy. V. 6, n. 1 -2017, pág. 8-17.
Sabra, A., Tenório, I and Lacerda, D. Oral allergysyndrome (OAS). Journal of food allergy. V. 6, n.1, - 2017, pág. 18-26.
Sabra, A., Tenório, I and Sabra, S. The prevalence of cell mediated immune response in children with food allergy in Rio de Janeiro. Journal of food allergy, v. 6, n.1 -2017, pág. 27-30.

18/03/2019

A polinose, doença alérgica provocada pelos grãos de pólen.

A polinose é a doença alérgica provocada pelos grãos de pólen - fora do Brasil é chamada de Hay Fever e tem como característica fundamental ser estacional, ou seja, manifesta-se em determinada estação do ano (primavera) com sintomas de rinoconjuntivite e/ou asma.

Os pólens são grãos muito pequenos, as vezes microscópicos, que participam da reprodução das plantas. A quantidade de pólens varia conforme o clima, umidade, chuvas, tipo de planta etc. Na primavera, quando a reprodução das plantas é aumentada, a quantidade de pólen é maior.

A polinose só atinge as pessoas com predisposição genética a apresentar alergia a pólens, que pode ser comprovada através de teste alérgico, denominado teste de puntura para inalantes, no qual são testados vários tipos de pólens ou comprovação de IgE específica para pólens no sangue.

No Brasil a maior parte dos pólens são originários de gramíneas, ervas, plantas, arbustos e árvores ficam restritas algumas épocas do ano. Nem sempre na primavera, pois no Brasil as estações são bem definidas como no hemisfério norte. Na maior parte do país, principalmente no sul do Brasil, os grãos de pólens são transportados através do vento, por centenas de milhas; e com sua dispersão no ar podem entrar em contato com os olhos e as vias aéreas, provocando alergias (rinite, asma, bronquite) ou irritação.

O crescimento populacional e modificações na prática da agricultura associados à propagação de plantas alergênicas contribuíram para o aparecimento da polinização na região sul do Brasil. Nesses locais, as gramíneas substituíram a vegetação natural em áreas extensas.

Os sintomas têm início em setembro, tornam-se mais intensos nos meses de outubro e novembro, prolongando-se às vezes até dezembro e janeiro. Apesar de serem mais evidentes na primavera, no entanto, podem persistir durante todo o ano em alguns casos.

Os pólens capazes de provocar alergia são principalmente as chamadas gramíneas (capim, grama e azevém, Lolium Multiflorum). São de diâmetro de 20 a 40 micras e, por serem leves, podem alcançar grandes distâncias através das correntes aéreas.

O número de pólens é aumentado em dias quentes, secos e ensolarados e diminui nos dias frios e úmidos. Os dias de chuva ou neblina geralmente dificultam a dispersão polínica e melhoram os sintomas.

A inalação de grãos de pólen de algumas plantas faz com que suas proteínas entrem em contato com as mucosas respiratórias provocando uma resposta imediata do tipo I e uma resposta tardia em indivíduos previamente sensibilizados, com a participação do anticorpo chamado de IgE. Quando acontece essa reação são desencadeados os sintomas da alergia.

Os sintomas da alergia a pólen são:

RINITE
• Espirros
• Obstrução nasal
• Coriza transparente
• Coceira nasal
• Coceira na garganta e no palato (céu da boca)
• Perda do olfato
• Gotejamento pós nasal (secreção atrás da garganta).

CONJUNTIVITE

• Olhos vermelhos
• Coceira nos olhos
• Lacrimejamento
• Sensação de queimação nos olhos
• Dificuldade de enxergar na luz
• Visão borrada.

ASMA

• Tosse
• Chiado no peito
• Aperto no peito
• Falta de ar.

HIPERREATIVIDADE BRÔNQUICA

• Tosse
• Dificuldade em realizar exercícios.

SÍNDROME DA ALERGIA ORAL

• Coceira e formigamento em lábios, boca, língua, após ingerir frutas secas e vegetais, com ou sem inchaço
• Indivíduos com polinose por gramíneas podem apresentar síndrome de alergia oral após ingerirem kiwi, tomate e melão (a estrutura dessas frutas pode apresentar semelhança genética com as gramíneas).
SINTOMAS DE PELE
Coceira ou eczema em face e pescoço.
TRATAMENTO
Os sintomas de rinoconjuntivite e asma podem ser tratados com medicamentos independentemente da sua causa. Em relação à alergia a pólens, há alguns cuidados que podem ser tomados na estação polínica para tentar reduzir ou eliminar a exposição ao alérgeno:
• Uso de óculos para evitar contato do pólen com os olhos
• Fechar bem janelas e portas da casa, como também as janelas dos carros (o uso de automóvel com vidros abertos aumenta a impactação polínica, principalmente nos passageiros dos bancos traseiros)
• Pacientes não devem se expor a locais onde haja grande quantidade de plantas ou florestas. Jardineiros devem evitar cortar grama sem proteção dos olhos
• Pacientes que dirigem motos e bicicletas não devem sair sem proteção de capacete ou óculo
• Pacientes que viajam para países da Europa na estação polínica e que são alérgicos devem ter conhecimento dos sintomas nesse período.
É possível, ainda, realizar um tratamento com vacinas injetáveis ou sublinguais, com a expectativa de modificar o curso da doença a longo prazo e eliminar os sintomas provocados pela exposição ao pólen.

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