Performance Frango

Performance Frango

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09/12/2019

Curitiba, abril de 2017: nascia a cena PÓS-FRANGO. A imagem é da Elenize Dezgeniski e vai integrar o livro que reúne o acervo de 15 anos de trabalho dessa fotógrafa assustadora. A luz é da grande Erica Takahashi.

07/07/2018

FRANGO de volta a Brasília!

Para aqueles que já viram e querem mais, para aqueles que não viram e precisam ver esse devir-borracha-depenado-sem cabeça-degradado-fora de si-cozido no mel e no gliter-uma noite com mastruz com leite.

Terça (10), gratuito, no Centro de Dança do DF.

A programação começa às 20h com uma mostra de videodança, segue com a obra Sem Sal Sem Açúcar, do Moisés Ferreira/RN e logo depois tem FRANGO.

Realização Cultdance

Apoio: Mastruz com Leite

Foto Cristiana Nogueira

26/04/2018

FRANGO

junto com Flecha/Luara Learth e Corpo Afeto/Rafael Alves

domingo às 16:30

teatro conchita
MID - Movimento Internacional de Dança

Brasília/DF

07/12/2017

# Mais uma crítica de FRANGO #

Por Edson Jr.

Esperei com um pouco de paciência para ver o espetáculo “Frango” com José Reis, intérprete criador piauiense radicado em Brasília. Vi na noite de ontem (01/12) dentro do Festival Nacional de Teatro no Piauí - Floriano.
Foi uma das melhores sensações já sentidas. Nele, o contido em nada se contém de tanta energia positiva (?) sobre o sombrio mecanismo hedonista.

Zé avança no discurso contemporâneo sobre o culto à beleza e ao corpo com a simbologia de um frango em ação. Ação essa tão grande a ponto de deixar qualquer um embasbacado por sua visão completa, diria lúcida, sobre o homem atual. Erroneamente ouvi falar sobre essa “performance”. Na realidade ainda julgamos mal o trabalhão que é a pesquisa alheia e os resultados obtidos.

De tão leve e fácil compreensão, “Frango” é o mais complexo trabalho contemporâneo em circulação. Do lado de cá, “eu plateia” me vi sendo fritado como os cães veem um frango nas chamadas “TV de cachorro”, ainda que não seja essa a proposta, o máximo de seu desempenho é o corpo inteiro dizendo sobre o inverso da beleza.

Quando se trata da esterilização humana por meio de tantos hormônios injetados e a capacidade destrutiva da essência humana ante ao desejo desenfreado de dizer apenas o nome e não o sobrenome de quem realmente somos, ou seria mesmo o contrário? E estamos conjeturando sobre uma forma messiânica do homem?

“Frango” nos faz cair na real sobre os muitos “eu”s não existentes dentro de uma caixa de maquiagem. Belos enfeites de parede.
A mescla do ritmo sarcástico desprovido de uma lição moralista faz desde o universo masculino ao feminino até a humanidade em toda a sua complexidade.
Um compêndio de sensações e visões podem ser descritas e debatidas na visão periférica e central de “Frango”.

De uma técnica perfeita da expressão corporal, José Reis dá um grande salto no entendimento sobre o que é falar sem a fala. Igualmente no Piauí nos remete a “A Rosa” de Débora Radassi e “Permanência” de Datan Izaká e Nayara Fabrícia, com a mesma linguagem artística. Zé desconstrói uma imagem "(des)classificante” sobre o que vem a ser uma obra contemporânea: aquela ideia maçante de que são obras (não) inteligíveis. Que nada! A pupila dilata - para o velho/novo método de chegar a um discurso maior que a própria obra.

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Recife, PE