Rubro Veio
16/03/2020
O dia 8 de março vai muito além de flores e parabéns. Ao contrário de outras datas comemorativas, o Dia Internacional da Mulher não tem origem comercial, mas possui raízes históricas bem mais profundas.
De um modo geral, o 08/03 tem origem na luta pelos direitos das mulheres trabalhadoras, que já ocorria desde meados do século XIX e diversos fatos motivaram a criação desta data. Talvez o mais simbólico seja o que ocorreu em 25 de março de 1911, quando mais de uma centena de pessoas, a maioria mulheres entre 14 e 23 anos, morreram no incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York. O incidente revelou as penosas condições nas quais trabalhavam as mulheres, muitas delas imigrantes e pobres. Em 1910, a Internacional Socialista já havia proposto um Dia Internacional da Mulher para marcar a luta pela igualdade de direitos e pelo voto universal para todas as mulheres. Gradativamente essa data comemorativa passou a ser celebrada em vários países até ser oficializada, em 1975, pela Assembleia Geral da ONU como o Dia Internacional da Mulher. Dois anos depois o dia 8 de março teve seu sentido ampliado para Dia Internacional dos Direitos da Mulher e da Paz Internacional e desde então vários países incorporaram esta data aos seus calendários nacionais.
Pernambuco, berço de diversas revoluções, movimentos culturais e também de resistência, possui uma infinidade de mulheres que nos servem de exemplo em diversas áreas de atuação. Muitas delas foram silenciadas e não chegam a constar nos livros didáticos de História. Como consequência disto, a importância histórica dessas mulheres não é conhecida por muitos. Por isso, neste mês de março, iremos fazer uma série de postagens e stories sobre mulheres pernambucanas! Não deixa de acompanhar!
Arte da maravilhosa
16/03/2020
Árvore da vida, árvore do mundo ou mesmo árvore cósmica. O , árvore de origem africana, remonta a diversas mitos de criação entre vários povos africanos, e encontrou no Recife diversos locais para existir. Jardim Baobá, nas Graças, o baobá centenário do terreiro do Pai Adão, baobá da Praça da República, bairro de Santo Antônio, talvez o mais conhecido de todos, são alguns dos treze baobás tombados pela prefeitura do Recife. No Brasil, Pernambuco é onde mais se concentram os baobás no Brasil, chegando a mais de cem catalogadas. Reza, inclusive, a lenda que o baobá do livro “O pequeno príncipe” foi inspirado na árvore da Praça da República, em frente ao Palácio do Campo da Princesas. Fato que Saint-Exupéry realmente visitou nossa cidade, mas daí o baobá de “O pequeno príncipe” ser influência recifense talvez seja exagero por nossa conta.
Árvores altas - chegam a atingir trinta metros e ter o tronco com dez metros de diâmetro-, centenárias, testemunhas do passado da nossa cidade, mas sobretudo símbolos de resistência e da presença africana na formação da nossa sociedade, pois acredita-se que as primeiras árvores tenham sido trazidas por sacerdotes africanos e plantadas em locais específicos para o culto das religiões de matriz africana. Marca um amigo nos comentários e convida ele para fazer um tour pelos baobás do Recife! @ Baobá
16/03/2020
Enquanto no Père-Lachaise e no Montparnasse, em Paris, estão sepultados nomes importantes como Simone de Beauvoir, Sartre, Baudelaire, Édith Piaf e Jim Morrison, no cemitério Cemitério do Senhor Bom Jesus da Redenção, o conhecido Cemitério de Santo Amaro, descansam eternamente Chico Science, Joaquim Nabuco, Conde da Boa Vista e a menina sem nome. As formas como os seres humanos lidam com a morte e também como enterram seus entes queridos variam de acordo com o tempo e com o espaço. O Cemitério de Santo Amaro, por exemplo, teve as obras iniciadas em 1851 quando Pernambuco era governado pelo Conde da Boa Vista. O projeto foi do engenheiro francês Louis-Léger Vauthier e executado pelo engenheiro pernambucano Mamede Ferreira, numa época em que o surto de febre amarela matou tanta gente que não foi possível enterrar tantas pessoas nas capelas e igrejas, como era o costume da época. Assim, o cemitério se traduz numa forma higiênica de tratar os mortos e a própria morte, além de ser um retrato da sociedade pernambucana do século XIX com seus jazigos suntuosos feitos em mármore e decorados com estátuas de variadas formas.
Por abrigar diversas obras de artes e pela sua arquitetura, o tombamento de Santo Amaro foi recomendado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco. Assim, também se busca promover o turismo cemiterial, tal qual ocorre na Recoleta, em Buenos Aires, e nos dois cemitérios parisienses.
Fontes:
https://issuu.com/cultura.pe/docs/roteiro_santo_amaro
https://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia
/2015/11/01/turismo-cemiterial-em-santo-amaro-ja-pensou-nessa-ideia-206078.php
https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/cotidiano/2016/11/01/NWS,4691,70,449,NOTICIAS,2190-COM-VARIAS-OBRAS-ARTE-CEMITERIO-SANTO-AMARO-PODE-SER-TOMBADO-FACA-PASSEIO-VIRTUAL.aspx
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=526&Itemid=1 @ Cemitério de Santo Amaro
16/03/2020
MPF pede que Justiça obrigue Governo a acionar Plano Nacional de Contingência para Acidentes com Óleo. Já são ao menos nove estados do Nordeste atingidos em 140 pontos, de acordo com o Ibama.
Para o Ministério Público Federal, a União está sendo omissa ao protelar medidas protetivas e não atuar de forma articulada em toda a região dada a magnitude do acidente e dos danos já causados ao meio ambiente.
O Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, afirma que já colocou o plano em prática.
Causas – Ainda não se conhece a origem do vazamento de óleo. Entre as hipóteses, estão o vazamento de tanque de resíduos de um navio, lavagem de tanques; problema de segurança que teria forçado o lançamento de óleo ao mar para evitar naufrágio de uma embarcação; navio com defeito no separador de água e óleo e naufrágio de navio clandestino.
Plano – O Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional (PNC) tem objetivo de preparar o País para casos justamente como o que afeta a costa do Nordeste desde o mês de setembro.
O documento, bastante detalhado, descreve responsabilidades, diretrizes e procedimentos para o governo responder a vazamentos de petróleo com foco em “minimizar danos ambientais e evitar prejuízos para a saúde pública”. Texto com informações do MPF e Ibama
Imagens: TV Senado e Pernambuco em Foco
19/08/2019
Há 10 anos o historiador brasileiro tem um dia para chamar de seu. Foi aprovada, em 2009, a lei que instituiu o Dia Nacional do Historiador. A escolha do dia, 19 de agosto, foi feita com o objetivo de homenagear o pernambucano Joaquim Nabuco, nascido na mesma data, no ano de 1849.
Detentor de uma rica formação acadêmica, Nabuco foi historiador, diplomata, político e jurista, porém foi o seu envolvimento com a causa abolicionista que elevou seu nome a um lugar de destaque na História. Em cartas, livros e discursos Nabuco condenava um regime cruel e desumano como foi a escravidão neste país.
Assim como Nabuco, que se inquietava com questões do seu presente, refletimos e lembramos a função do historiador na sociedade. A História é uma das formas de interpretar o passado e conhecer o passado é saber as diversas relações sociais, políticas e culturais possíveis para os seres humanos. Num presente em que muitos negam o passado, cada vez mais a função do historiador se faz necessária.
Fontes:
http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/39321-dia-do-historiador
http://www.anpuh-sc.org.br/noticias.htm
https://www.bn.gov.br/es/node/635
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