Falando em Forró
01/04/2026
O forró é POP e ponto!
Existe uma ideia que precisa deixar de ser defendida e passar a ser afirmada com naturalidade: o forró é pop. E o que vimos no São João de 2025 só reforçou isso. Projetos como o “Forró e Vaquejada”, de Wesley Safadão, mostraram como revisitar clássicos pode ir muito além da nostalgia. É sobre reposicionar o forró no presente, conectando gerações e ampliando o alcance do gênero.
Esse movimento não é isolado. Xand Avião já vem há algum tempo apostando nessa mesma linha, com álbuns e EPs que reforçam que o forró dialoga perfeitamente com o agora, com o digital, com os grandes palcos e com o público jovem. E quando artistas desse porte puxam esse discurso, o efeito é natural: outros nomes seguem o caminho. Foi assim com Márcia Fellipe, que trouxe o projeto Forró e Mulher, e com Taty Girl, que consolidou o Baú da Taty Girl como uma ponte entre passado e presente.
O ponto em comum entre todos esses trabalhos é claro: eles resgatam músicas que muitos insistiam em chamar de “antigas” e devolvem essas canções ao lugar onde sempre deveriam estar, o presente. São clássicos que voltam a respirar, crescem nos streamings, viralizam nas redes e passam a fazer parte da rotina de uma nova geração. Isso não é saudosismo. É atualização de legado.
O forró cresceu, evoluiu, amadureceu e talvez esteja vivendo uma de suas fases mais interessantes. Ao mesmo tempo em que honra sua história, ele conversa com novas sonoridades, como o piseiro e a pisadinha, ampliando ainda mais seu alcance. E esse movimento precisa continuar sendo impulsionado, especialmente nas festas juninas, que seguem como o grande palco dessa mistura entre tradição e novidade.
Em 2026, os sinais já estão aí. O repertório da Brucelose volta a ganhar força, regravações de Zé Vaqueiro surgem com impacto e outras músicas começam a encontrar seu espaço. Mas, para que isso se consolide, é fundamental que o movimento seja coletivo , com vozes masculinas e femininas ocupando espaço e mostrando a diversidade que sempre fez parte do forró.
Continua nos comentários….
24/03/2026
10/03/2026
Quem acompanha o forró há algum tempo talvez nunca imaginasse que as redes sociais modernas ajudariam a resgatar tantos clássicos. Mas é exatamente isso que está acontecendo. Em meio a vídeos curtos, trends e algoritmos, muitas músicas antigas estão encontrando um novo público — e voltando a circular com uma força que lembra os tempos de rádio e CD.
Um dos casos mais claros é “Beijo, Blues e Poesia”, clássico da Desejo de Menina que voltou a ganhar enorme visibilidade depois de viralizar nas redes e ganhar uma nova gravação da banda Seu Desejo. De repente, uma música que marcou uma geração passou a ser descoberta por jovens que talvez nunca tivessem ouvido falar dela.
Algo parecido aconteceu com “Brincar de Amar”, da banda Cavalo de Pau, que voltou a circular com força depois da regravação feita pela Mastruz com Leite no projeto Acústico Volume 2. Aquela canção que embalou tantas histórias nos anos 90 reapareceu nas playlists e nos vídeos de milhares de pessoas.
Mais recentemente, outro fenômeno chamou atenção: “Ficar por Ficar”, da banda Brucelose. A música — que dialoga com o clássico “Eyes Without a Face” do cantor Billy Idol — voltou a ganhar destaque depois de um cover das cantoras Ingrid e Larissa, da banda Seu Mastruz, circular nas redes e despertar curiosidade sobre a versão original.
Outro exemplo interessante aconteceu no ano passado, quando Wesley Safadão trouxe de volta “Doce Pecado”, música eternizada no forró por nomes como a cantora Valda Sedycias e também pela Brucelose. A canção, que já era um clássico desde os anos 90 e faz parte do repertório histórico do grupo pernambucano, ganhou nova exposição com essas releituras e voltou a circular entre o público.
Continua nos comentários….
Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.
Categoria
Site
Endereço
Recife, PE