André Bione
03/06/2026
Junho chegou e trouxe com ele mais estímulos, mais barulho, mais emoções, mais comparações e mais necessidade de pertencimento. Mês do orgulho LGBTQIAPN+, Copa do Mundo, Dia dos Namorados, Orgulho Autista… do ponto de vista psicológico, essas temáticas trazem um alerta específico, mas quase invisível: acúmulo emocional.
Porque cada uma delas, à sua maneira, fala sobre: ser aceito, ser visto, ser escolhido, pertencer. E quando emoções demais se acumulam sem espaço para elaboração, elas não desaparecem. Elas transbordam em forma de ansiedade, irritação, exaustão, confusão mental, silêncio emocional ou sensação constante de inadequação.
Aproveito esse gancho pra falar sobre algo extremamente relevante, mas que normalmente trago mais fortemente apenas em consultório: as emoções que as pessoas sentem, mas nem sempre conseguem nomear.
Diante de tantas demandas sociais, você tem se sentido assim? Ou o clima de copa tomou conta de tudo e esses conflitos f**aram ofuscados? Vamos conversar! 🤍
10/05/2026
Talvez a pergunta do outro post continue ecoando:
“E agora… quem cuida de quem cuida?”
E talvez a resposta mais honesta seja: quase sempre, a mãe continua cuidando.
Cuida no começo da vida, quando ninguém sabe exatamente o que fazer. Cuida nas noites mal dormidas, nas febres, nos medos pequenos e nos grandes também. Cuida quando o filho cresce, aprende a atravessar o mundo sozinho e começa a dizer que “já resolve”. Mas mãe sabe que independência não elimina necessidade de colo… só muda a forma dela aparecer.
Existe algo silencioso no cuidado materno: ele não depende da idade do filho, do horário do dia, do nível de cansaço ou das circunstâncias. A mãe cuida atrasada, preocupada, sobrecarregada, feliz, exausta, sem tempo e, muitas vezes, até sem receber cuidado nenhum de volta.
Cuida no automático e na intenção. No detalhe e na renúncia. Cuida mesmo quando ninguém percebe que ela também está cansada.
Porque o amor materno não funciona por fase da vida. Não expira quando a infância acaba. Não diminui quando o filho cresce.
Mãe continua sendo, quase sempre, aquele lugar para onde a vida volta quando dói. 💗
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