DoSanto
Os antigos mitos iorubanos contam que Oxaguiã era um grande guerreiro, mas toda vez que acabava uma campanha de guerra, o deus iorubá só pensava em voltar para o seu povo. Seu pensamento ia longe, e ele sofria com a saudade, até que ele decidia voltar para Elejibô.
Antes de partir, ele sempre deixava uma tarefa para o povo. Na estrada, imaginava como seu povo teria alcançado o progresso, realizando as tarefas que ordenara.
O povo de Elejibô recebe seu rei com alegria. Fazem festa! Oxaguiã está feliz em ver seu povo.
Seu reino progrediu. Os aldeãos contam as novidades. Levam seu rei para ver o muro que ele mandou eles construírem antes de partir para a guerra. Ele faz pressão sobre o muro, que não resiste ao teste de Oxaguiã. Oxaguiã faz seus filhos reconstruírem o muro. De formas diferentes. Ensina técnicas novas. Eles refazem todo o trabalho. Sem reclamar.
Quando acabam a obra, chamam seu rei para ver o resultado. Mas o muro não resiste. Oxaguiã põe o muro abaixo. Novamente. Eles refaziam todo o trabalho. Oxaguiã derrubava o muro.
Novamente.
Foram muitas as tentativas, mas uma vez os filhos do rei terminaram a obra, e Oxaguiã foi conferir o resultado. Ele testa a firmeza do muro. O muro resiste. O Deus vivo comemora o sucesso de seu povo.
Estão em festa, felizes. Sem saber que iriam entrar para a história como grandes construtores da humanidade.
Para além das lendas, ao sul da atual Nigéria, os antigos povos africanos ergueram Yanuwo,
a grande muralha do atual Benin. Com 16 mil quilômetros de extensão, Yanuwo perde apenas para a grande muralha da China.
Epa Baba!
Epa Orisha!
́ketu ́
fala de Ogum e veste .brasil
Do ponto de vista antropológico, Ogum ocupa um lugar central na formação das sociedades iorubás. Senhor do ferro, da metalurgia e das tecnologias que transformam a natureza, ele simboliza a passagem de uma humanidade que apenas habita o mundo para uma que o constrói. Seu culto está ligado ao surgimento das ferramentas, da agricultura e da guerra organizada, dimensões fundamentais para a consolidação de comunidades complexas na África Ocidental. Não por acaso, há indícios de que Ogum tenha sido a primeira divindade cultuada entre os iorubás, justamente por representar o domínio técnico que garante sobrevivência, expansão e ordem social. Mais do que um orixá guerreiro, Ogum é a própria ideia de civilização, aquele que abre caminhos físicos e simbólicos para a vida coletiva existir.
Mas Ogum também revela uma ética profunda sobre responsabilidade e consequência. Seus mitos mostram que a mesma força que constrói também pode destruir, e é nesse equilíbrio que reside sua potência. Pensar Ogum é refletir sobre ação, escolha e compromisso com o coletivo. Se você quiser se aprofundar nessas leituras e compreender como a filosofia dos orixás dialoga com o nosso presente, o meu livro “Na Trilha dos Orixás” está disponível e propõe esse mergulho entre ancestralidade e vida contemporânea.
Nosso xirê com as estampas DoSanto de Exu a Oxalá.
Axé!
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