CasaZ

CasaZ

Compartilhar

04/03/2025

A não monogamia consensual é uma abordagem relacional que desafia a exclusividade afetiva e sexual tradicionalmente associada aos relacionamentos monogâmicos. Em vez de estabelecer a monogamia como regra absoluta, a não monogamia consensual permite que indivíduos e casais criem acordos personalizados, respeitando os desejos e limites de todos os envolvidos.

Diferente da traição, onde há a quebra de um compromisso pré-estabelecido sem o consentimento da outra parte, a não monogamia consensual é baseada na transparência, no diálogo aberto e na ética relacional. O princípio fundamental é que todas as pessoas envolvidas estejam cientes e de acordo com os arranjos afetivos e se***is estabelecidos.

Existem diversas formas de não monogamia consensual, e os desafios da NMC envolvem lidar com ciúmes, inseguranças e a necessidade constante de comunicação. No entanto, para muitas pessoas, esse modelo proporciona maior autenticidade, liberdade e conexão nos relacionamentos.

A disseminação de informações sobre a não monogamia tem crescido, desmistificando tabus e ajudando pessoas a compreenderem suas próprias necessidades afetivas. Profissionais como a sexóloga Marina Roty que se dedicam a estudar esse tipo de relacionamento, desempenham um papel fundamental nesse processo, oferecendo orientações e promovendo debates sobre o tema por meio de conteúdos educativos, palestras e iniciativas como o Ponto Z Podcast e o Conexão Z, Masterclass Liberal para casais e singles.

Compreender e praticar a não monogamia consensual exige maturidade emocional, responsabilidade e disposição para o diálogo constante, garantindo que todas as relações envolvidas sejam saudáveis e respeitosas.

Photos from CasaZ's post 16/02/2025

Cada pessoa tem uma maneira natural de se relacionar. Algumas preferem relacionamentos exclusivos (monogâmicos), enquanto outras se sentem mais à vontade em relações não exclusivas (não monogâmicas).

A ideia de que existe uma "orientação relacional" já foi discutida em livros e pesquisas. Com minha experiência como psicóloga, sexóloga, mentora e alguém que já viveu tanto a monogamia quanto a não monogamia, percebo cada vez mais que essa tendência pode ser real.

No entanto, a decisão de ter um relacionamento fora do padrão monogâmico não depende apenas dessa inclinação pessoal. O ambiente social e cultural onde a pessoa vive tem grande influência e, para muitos, isso pesa mais do que a própria tendência relacional.

O mais importante é saber qual é a sua inclinação natural e, a partir disso, tomar decisões que te façam sentir bem e satisfeito nos seus relacionamentos.

Quer saber qual é a sua orientação pessoal? Me chama, vamos começar essa jornada juntos!

Marina Roty
✔ Sexologia I Psicologia I Mentoria
✔ Não Monogamia Consensual
✔ Diversidade Relacional

13/02/2025

Cresci inserida na bolha do padrão social, onde o roteiro da vida amorosa parecia já estar escrito: encontrar uma única pessoa, construir uma relação exclusiva e seguir esse caminho até o fim da vida. Essa “história da minha vida” sem que eu realmente tivesse consciência se era para mim, foi reforçada por filmes, músicas, família e amigos.

Com o tempo, depois de viver por 7 anos uma relação monogâmica, comecei a questionar se aquele modelo era, de fato, o único caminho possível — e, mais importante, sentia cada vez mais que não fazia sentido para mim.

Foi um processo que exigiu coragem. Olhar para dentro, com honestidade, foi o primeiro passo. A psicoterapia me ajudou a entender que muitas das minhas angústias não vinham de uma falta de amor ou compromisso, mas da sensação de estar me encaixando em um molde que não me servia. Meu desejo por conexões mais livres e autênticas nunca foi um desvio, mas uma parte essencial de quem eu sou.

Aprofundei-me em pesquisas, estudos sobre relacionamentos e sexualidade, e descobri que a monogamia não é uma verdade universal, mas uma construção social. Encontrei histórias, referências e comunidades que mostravam inúmeras formas de amar, e que cada uma delas pode ser tão válida e significativa quanto o modelo tradicional.

Aceitar minhas tendências naturais e minhas necessidades afetivas foi libertador. Percebi que a não monogamia não significa falta de compromisso ou amor, mas sim um convite à transparência, à comunicação e ao respeito mútuo. Significa construir relações baseadas em acordos conscientes, e não em imposições herdadas.

Esse processo me permitiu ajustar minha relação para viver amores mais genuínos, sem o peso da posse e do ciúme irracional. É importante lembrar que meu parceiro, Marcio, também escolheu sair da bolha monogâmica, e juntos escolhemos que a melhor forma para nós era a NMC.

A não monogamia não é para todos, assim como a monogamia também não. A minha jornada não foi a mesma do Marcio, assim como a sua também será única. Mais do que ter ou não exclusividade nas relações, a não monogamia nos lembra que para ser feliz, não precisamos ser o que todo mundo quer que a gente seja.

Marina Roty

07/02/2025

Se o meio é colorido porque tudo tem que ser tão preto no branco?

Dentro do meio liberal é costume dizer que o meio é colorido enquanto fora do meio é preto e branco (PB). Mas vejo muitas pessoas caminhando nesse mar de cor com uma mentalidade em preto e branco, exatamente como na foto.

Esse contraste pode ser facilmente percebido nos "combinados", que são acordos estabelecidos entre as pessoas envolvidas, geralmente casais, mas também podem incluir trios ou grupos poliamorosos. Eles servem para que cada indivíduo possa expressar seus limites e, ao mesmo tempo, promover o crescimento pessoal, permitindo uma reflexão sobre esses limites.

Porém, ao sair de um modelo relacional monogâmico para outro mais aberto, é possível que sentimentos como ciúme, ansiedade e insegurança apareçam na relação. Isso é normal! Os combinados existem para facilitar essa transição, funcionando como uma espécie de "desmame monogâmico".

Sempre é importante lembrar que a sexualidade é fluida. Muitas das nossas percepções sobre s**o foram influenciadas por fatores externos desde a infância. No meio liberal, você terá a oportunidade de explorar uma maior diversidade sexual, como um painel multicolorido. Mas é essencial se permitir nessa fluidez para que as experiências não fiquem restritas ao preto e ao branco (quem sabe, no máximo, um cinza...).

Usar a flexibilidade e sair do preto no branco é fundamental para navegar com mais suavidade em relacionamentos não monogâmicos.

Sou psicóloga, sexóloga e mentora em não monogamia consensual e aqui eu falo mais sobre a psicologia no swing e meio liberal. Trabalho nessa área desde 2011 ajudando indivíduos e casais em suas transições de relacionamento.

Marina Roty
✔ Sexologia I Psicologia I Mentoria
✔ Não Monogamia Consensual
✔ Diversidade Relacional

Quer que seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Pinheiros?
Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Entre em contato com a escola/colégio

Telefone

Endereço


Rua Costa Carvalho, 213
Pinheiros, SP
05429-130

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 14:00 - 22:00
Terça-feira 14:00 - 22:00
Quarta-feira 14:00 - 22:00
Quinta-feira 14:00 - 22:00
Sexta-feira 14:00 - 22:00