CERNE
22/10/2025
Reportagem publicada por O Globo destaca o potencial da Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, como uma das novas fronteiras energéticas do país. O avanço das atividades exploratórias na região pode colocar o Brasil entre os maiores produtores globais de petróleo nos próximos anos.
Em entrevista ao jornal, o presidente do conselho do CERNE, Jean Paul Prates, avaliou que a geologia da região confirma as teses da Petrobras e abre caminho para uma nova fase de investimentos no setor energético nacional.
“A geologia da região é positiva do ponto de vista petrolífero e confirma as teses da Petrobras. A partir do momento em que as empresas começarem a operar, realizando estudos sísmicos e perfurações, esse movimento vai estimular uma ampla variedade de investimentos”, afirmou Prates.
🔹 Conciliar petróleo e energia renovável
Prates defendeu que o país pode — e deve — equilibrar a produção de petróleo com o avanço das energias renováveis, mantendo a liderança ambiental e credibilidade internacional.
“O Brasil precisará assumir uma posição clara e mostrar que é possível produzir petróleo e, ao mesmo tempo, ser líder na transição energética. Isso não é um problema e nem faz o país perder autoridade. Como pioneiro em biocombustíveis, com uma matriz energética limpa e em processo de redução do desmatamento, o Brasil tem plena capacidade de liderar o movimento ambiental, mesmo produzindo petróleo na Bacia da Foz do Amazonas.”
16/10/2025
O Chairman do CERNE, Jean Paul Prates, participou da audiência sobre a Lei 15.097/2025, que regula a geração de energia no mar brasileiro. Prates é autor do Projeto de Lei que deu origem à norma.
“Esta lei organiza a titularidade das áreas marítimas brasileiras para a geração de energia a partir delas: é o marco inaugural de uma nova era da transição energética do Brasil.”
Prates destacou a urgência na regulamentação, já que projetos offshore levam 8 a 10 anos para maturar, e ressaltou a competitividade do Brasil, com expertise da Petrobras e condições favoráveis do litoral.
O MME planeja publicar o primeiro decreto da energia offshore no primeiro semestre de 2026, com meta de 30 GW até 2050. 🌊
A audiência foi convocada pelo deputado Hugo Leal e contou com a presença de representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC ), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA ), Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Global Wind Energy Council (GWEC) e do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
📺 Curtailment em destaque na InterTV Cabugi
O CERNE participou de uma reportagem especial da InterTV Cabugi sobre o curtailment, um dos principais desafios da geração de energia renovável no Brasil.
Segundo levantamento da CarpeVie, consultoria parceira do CERNE, o Rio Grande do Norte foi o estado mais afetado pelo curtailment em setembro. No acumulado de janeiro a agosto, ficou atrás apenas da Bahia.
O CERNE atua ativamente no enfrentamento desse problema, defendendo soluções como a ampliação da infraestrutura de transmissão e o incentivo ao consumo local de energia, por meio de novos modelos de negócio como o powershoring — que conecta a geração renovável à instalação de indústrias próximas às fontes de energia.
Essas ações ajudam a reduzir perdas, gerar emprego e fortalecer a transição energética sustentável no Brasil Equatorial.
07/10/2025
⚡ Desperdício de energia renovável no Brasil já ultrapassa R$ 5 bilhões
O Brasil enfrenta um dos maiores desafios da transição energética: o curtailment, cortes obrigatórios na geração de energia eólica e solar por falta de infraestrutura de transmissão. Segundo o presidente do CERNE, Darlan Santos, as perdas acumuladas já ultrapassam R$ 5 bilhões em todo o país.
📊 Dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), consolidados pela consultoria CarpeVie, parceira do CERNE, mostram que os estados mais afetados são Bahia (35,14%), Rio Grande do Norte (25,43%) e Minas Gerais (15,63%). Sete dos onze estados com maiores perdas estão no Nordeste, incluindo Piauí (9,42%), Ceará (7,58%), Pernambuco (3,03%), Paraíba (1,79%) e Maranhão (0,62%).
Segundo Jean Paul Prates, chairman do CERNE, o problema já alcança a dimensão de uma grande usina. “O Brasil já está desperdiçando hoje, em determinados momentos, o equivalente à produção de uma grande usina termelétrica. Esse é um prejuízo não apenas econômico, mas também ambiental e reputacional para o país.”
Para Darlan Santos, o curtailment tem provocado impactos em cadeia. “Por causa desses cortes, não se compram novos aerogeradores, nem se financiam painéis fotovoltaicos. No ano passado, uma das maiores fabricantes de aerogeradores do país, localizada no Ceará, demitiu mais da metade do quadro de funcionários. Sem novos parques eólicos, toda a cadeia produtiva sofre.”
💡 Uma das medidas que podem ajudar a reverter esse quadro é o leilão de transmissão da Aneel, previsto para outubro, com R$ 5,5 bilhões em investimentos. As novas linhas de escoamento prometem aliviar os gargalos da rede e permitir que estados como o Rio Grande do Norte e a Bahia aproveitem todo o seu potencial de geração limpa.
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