Gerando

Gerando

Compartilhar

08/03/2026

8M 2026
RAIVA
Eu estou sentindo raiva e essa é uma emoção preciosa para mim.
Sou uma pessoa considerada raivosa pelas pessoas que me cercam. “Você é brava”, dizem. Eu ouvia isso inclusive da minha mãe, esta que era a pessoa mais raivosa que eu conheci, mas que negava a todo custo sua própria agressividade.
Acho que não foi à toa que escolhi ser Gestalt terapeuta. A raiva, a agressão, tem papel fundamental no nosso campo teórico e propostas de experimento. Uma compreensão pouco preguiçosa de nos estados emocionais leva a considerar a raiva como a emoção que nos convoca ao movimento, à transformação.
Especialmente na semana passada eu me vi perguntando à várias clientes onde estava a raiva delas. Claro que esta pergunta cabia dentro do processo de tomada de consciência que estava em curso, mas ontem pude perceber a ressonância dessa pergunta em mim. A ressonância da minha busca interna pela minha raiva que pode me colocar em movimento.
Por que sentir e cultivar a raiva no 8M? Porque foi pela raiva que ele nasceu.
Por que continuamos nos forçando para caber no buraco da cuidadora devotada, como lugar de submissão, de servidão?
A minha compreensão do Cuidado, como fundo, está se tornando tão profunda que hoje enxergo nossos gritos raivosos, os gritos, raivosos do feminino, como o ato cuidadoso mais importante de nossos tempos.
Nós já passamos pano demais
Nós já nos criticamos demais
Nós já toleramos demais
Nós já nos responsabilizamos demais
E em resposta eles nos subjugam, nos manipulam, nos violam, nos abandonam, nos agridem, nos matam.
Hoje é dia do Cuidado como Indignação.
A primeira dimensão do cuidado precisa ser a indignação.
O cuidado precisa ser o ato contínuo político de existência
Nas tradições ocidentais dominantes, o cuidado foi é feminizado, privatizado e desvalorizado — jogado para o ambiente doméstico, invisibilizado trabalho ou como pensamento. Isso não aconteceu por acaso. Isso foi projetado e arquitetado e continua sendo executado.
(Continua no comentário)

06/04/2025

🚨 Isso não é justiça, é perseguição! 🚨

Se um médico, homem, branco está sendo preso por atender partos domiciliares, o que será de nós, obstetrizes e enfermeiras obstetras, mulheres?

Ricardo Jones dedicou sua vida à humanização do parto. Ele desafiou o sistema hospitalar violento, ensinou, escreveu, abriu portas. Agora, está sendo usado como exemplo para nos calar e impedir que mulheres tenham direito de escolha sobre seus partos.

A tragédia que motivou sua condenação poderia ter ocorrido em qualquer contexto. Mas, em vez de debater melhorias, fazem dele um bode expiatório. Isso escancara a violência do parto hospitalar e o alto índice de cesáreas desnecessárias no Brasil!

Se permitirmos essa injustiça, quem será o próximo? O que acontecerá com os direitos que conquistamos nos últimos 20 anos?

✊ Não podemos nos calar! Exigimos justiça!


Reposted from .leal.oficial

Quer que seu prática seja a primeira Consultório em Juiz de Fora?
Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Endereço


Juiz De Fora, MG