Blog Científico

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23/11/2020

Uma britânica que quase morreu após contrair a gripe suína quando adolescente, há 10 anos, defende que jovens comecem a levar vírus, incluindo o que provoca a covid-19, mais a sério.

"Vejo muitos jovens que não usam máscaras... Sim, eles podem e devem usar. Não só por pessoas como eu (do grupo de risco), mas por eles mesmos", diz Saffra Monteiro, de 26 anos. As informações são da BBC Brasil.

Ela acredita que contraiu o vírus da H1N1 de alguém que espirrou em um consultório médico. "Em 2010, eu contraí a gripe suína. E ela quase me matou. Eu fiquei muito, muito doente. Não era o que você esperaria, considerando que eu tinha 15 anos e era saudável".

Estima-se que a epidemia de gripe suína tenha matado 200 mil pessoas ao redor do mundo, das quais 2 mil no Brasil.

Saffra Monteiro diz que o vírus a deixou tão mal que ela passou meses sendo internada e recebendo alta do hospital — e convive com os efeitos disso até hoje.

"Passei semanas entrando e saindo do hospital e essa era a minha vida. Quando eu não estava hospitalizada, estava em casa, no meu quarto, na minha cama ou no sofá, com dor e vomitando", lembra.

"A doença danificou minha cavidade nasal, então eu tusso todo o tipo de catarro nojento agora. Tenho problemas com o meu sistema digestivo. Dois anos depois de contrair a gripe suína, tinha convulsões praticamente todos os dias. E sofri várias concussões por causa disso. Tenho que tomar medicamentos e há muitas coisas normais que eu não consigo fazer", conta.

Os efeitos do vírus impediram-na de trabalhar em tempo integral. "Agora, tenho 26 anos e nada mudou. Ainda sofro os efeitos que a doença me causou e estou praticamente cuidando de mim mesma sem ajuda de ninguém", diz.

Em resposta, o governo britânico disse que financia pesquisas em outras doenças infecciosas que não apenas a Covid-19, incluindo a gripe suína.

18/01/2019

A Agência Espacial Chinesa (CNSA) informou que viveu cerca de oito dias (entre 7 e 15 deste mês) a primeira planta a germinar em outro corpo celeste que não a Terra, um broto de algodão condicionado em uma redoma no chamado “lado oculto” da Lua. O feito histórico da missão Chang’e-4 havia sido anunciado exatamente no dia em que o organismo morreu, mas foi vista como uma esperança de que em futuras missões tripuladas (à própria Lua ou mesmo à Marte) os astronautas possam cultivar o próprio alimento ou mesmo material para tecer roupas. Além de algodão, o experimento incluiu sementes de outras plantas, tais como a batata, ovos de moscas drosófilas e leveduras, na tentativa de criar um pequeno ecossistema. Contudo, apenas a semente de algodão prosperou. O espécime não suportou, porém, a noite lunar iniciada no último dia 13, naquela região do nosso satélite natural. O período dura pouco mais de duas semanas e é marcado por temperaturas que podem chegar de até -170°C. A Chang’e-4 fez história no último dia 3, ao se tornar a primeira a pousar no lado oculto da Lua, ou seja, na face do astro que f**a sempre impossibilitada de ser avistada da Terra.

11/01/2019

Uma possibilidade de compreender novos ou ainda pouco estudados fenômenos astronômicos? Ou uma evidência de antiquíssimas civilizações extraterrestres tentando estabelecer comunicação? Seja qual for a resposta à pergunta sobre a natureza dos 13 pulsos rápidos de raios, conhecidos como FRBs, detectados por um radiotelescópio canadense nessa semana, parecem restar poucas dúvidas na comunidade científ**a internacional que a descoberta representa um novo marco na pesquisa astronômica. Principalmente, porque um desses pulsos se repetiu e veio de uma mesma fonte, localizada em uma galáxia que f**a a 1,5 bilhão de anos-luz da Terra. Entre as explicações naturais possíveis para o fenômeno estão a fusão de duas estrelas de nêutrons ou mesmo uma única estrela de nêutrons de campo magnético extremamente forte e rotação extremamente veloz. Contudo, não é possível descartar inteiramente a hipótese artificial. De todo modo, a emissão dos pulsos de rádio captados agora aconteceu quando praticamente inexistia vida macroscópica na Terra.

07/01/2019

Os pesquisadores brasileiros Mychael Lourenço e Fernanda De Felice, da UFRJ, descobriram uma relação entre um baixo nível do hormônio irisina, que é produzido durante a realização de exercícios físicos, e a perda de memória que acomete quem sofre do mal de Alzheimer. O estudo foi publicado nesta segunda-feira (7) na revista “Nature Medicine”. O experimento (feito em camundongos) abre esperança para um tratamento contra o Alzheimer, mais ef**az no combate à perda de memória e com menos efeitos colaterais. Além disso, o estudo reforça a importância dos exercícios físicos para a saúde cerebral.

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