Emitrade
26/02/2014
Presidente da Petrobras diz que país exportará petróleo
Ainda assim, boa parte das vendas externas poderá ficar com o petróleo a ser entregue ao governo.
O Brasil tem potencial para exportar petróleo, mas grande parte das vendas externas poderá ficar com o petróleo a ser entregue ao governo, já que, teoricamente, a prioridade da Petrobras será abastecer seu parque de refino, afirmou nesta quarta-feira, 26, a presidente da estatal, Graça Foster.
"Com esses dados, o Brasil se posiciona como exportador importante. É um fato à luz dos números", disse a presidente Maria das Graças Foster, em entrevista coletiva, referindo-se ao Plano Estratégico 2030 apresentado na terça-feira, 25, pela companhia.
Pelos números do planejamento, a produção total brasileira chegará a 5,2 milhões de barris por dia, mas a Petrobras ficaria com 3,7 milhões desse total. "A prioridade é atender o parque de refino com a produção da Petrobras. Então, o petróleo adicional a viajar mais não é o da Petrobras", completou Graça.
No entanto, a executiva destacou que o parque de refino poderá ter outros participantes. "Até então temos 100% do refino. Podemos continuar tendo ou não. Temos privilegiado parcerias em nossos projetos", disse Graça.
Ainda para Graça, "a área internacional é importantíssima dentro do segmento de exploração e produção. Complementa as nossas reservas e cumpre papel muito importante de buscar melhor qualidade no portfólio".
A presidente ressaltou que mais do que em produção, a empresa vai focar em exploração no exterior e citou atividades em locais como Estados Unidos, África e América Latina.
Capacidade de refino
A projeção de atingir capacidade de refino de 3,9 milhões de barris por dia, colocada no Planejamento Estratégico 2030 da Petrobras, leva em conta um aumento da eficiência no processamento, afirmou o diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza.
"Estamos estudando melhorias para dar mais capacidade na Rnest e no Comperj", afirmou. Segundo o executivo, não será necessário ampliar investimentos.
No caso da Rnest, localizada em Pernambuco, um aumento da capacidade leva em conta o fato de a origem do petróleo processado ter mudado: inicialmente a refinaria processaria petróleo vindo da Venezuela, numa sociedade com a PDVSA, que acabou não se concretizando.
12/02/2014
Será que a burocracia está diminuindo? Uma ótima notícias para as nossas importações.
Importação no país reduz tempo médio de despacho
O tempo médio para o despacho de importação no Brasil passou de cerca de 53 horas em 2012 para 40 horas no ano passado, segundo a Receita.
O tempo médio para o despacho de importação no Brasil passou de 53 horas e 31 minutos em 2012 para 40 horas e 18 minutos em 2013, uma redução de 16,42%, segundo a Receita Federal.
A redução, segundo o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, Ernani Checcucci, é fruto de gerenciamento de risco, melhor alocação de recursos e otimização do processo.
A quantidade de declarações de compras do exterior subiu 5,32% no período, de 2,419 milhões em 2012 para 2,547 milhões no ano passado, informou nesta terça-feira, 11.
Na exportação, o tempo médio para o despacho aduaneiro passou de 11 horas e 2 minutos em 2012 para 7 horas e 30 minutos em 2013. A redução é de 34,78% do tempo. Esse período, entretanto, é apenas aquele que compete ao Fisco e não de todas as etapas de exportação de um produto.
Checcucci afirmou que a redução foi significativa e que há tendência de redução. "A Receita Federal vem ao longo dos últimos três anos fazendo investimentos para dar mais agilidade aos controles da Receita e maior transparência ao processo de controle", afirmou.
A quantidade de declarações de vendas externas caiu 1,77%, de 1,248 milhão em 2012 para 1,225 milhão no ano passado. A corrente de comércio, que considera as operações de importação e exportação, somou 3,77 milhões de despachos no ano passado, uma alta de 2,91% em relação aos 3,66 milhões em 2012.
21/01/2014
América Latina crescerá 3,6% graças à demanda interna
Os sintomas de melhoria da economia da região serão notados mais fortemente em 2015, para quando está previsto um crescimento de 4,1%.
A América Latina e o Caribe crescerão 3,6% em 2014, impulsionados principalmente pelo aumento da demanda doméstica, embora continuem vulneráveis a possíveis turbulências na economia mundial, segundo um relatório divulgado nesta segunda-feira por várias agências das Nações Unidas.
Os sintomas de melhoria da economia da região serão notados mais fortemente em 2015, para quando está previsto um crescimento de 4,1%, segundo o estudo "Situação e perspectivas da economia mundial 2014", da ONU.
O relatório revelou que, com um crescimento médio de 3,2%, a recuperação econômica de 2013 foi desigual no continente, e destacou acima da média Argentina e Brasil pelo fortalecimento da demanda interna e por mudanças nas políticas macroeconômicas.
Uruguai e Paraguai também ficaram acima da média graças à exportação de produtos agrícolas e à estabilização dos preços das matérias-primas.
"Durante 2014 os países da região também serão beneficiados pelo fortalecimento da demanda externa, se os Estados Unidos e a Europa saírem da crise", afirmou hoje durante a apresentação do relatório em Genebra Alfredo Calcagno, o chefe do departamento de macroeconomia e políticas de desenvolvimento da Unctad, a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.
No México e nos países da América Central as perspectivas para 2014-2015 são boas, embora um pouco mais complicadas após a desaceleração de sua economia, que cresceu 4% em 2012 e apenas 1,5% em 2013.
Para enfrentar esta situação, o governo mexicano empreendeu durante 2013 uma série de reformas estruturais para impulsionar um debilitado setor energético e tecnológico e estimular o investimento privado no país, mudanças que serão notadas em 2014 e 2015, com um crescimento estimado entre 4% e 4,2%, respectivamente.
Segundo o relatório, Nicarágua, Guatemala e Panamá crescerão em um ritmo mais rápido que o do México, embora, segundo Calcagno, "todos os países da região se beneficiem da melhoria das perspectivas econômicas dos EUA, um importante parceiro comercial".
O Caribe será a região do continente latino-americano que se recuperará mais lentamente da crise, já que um de seus principais motores econômicos, o turismo, depende muito da recuperação da demanda externa, especialmente dos Estados Unidos e da Europa, que foram os que mais sofreram com a crise que "explodiu" em 2008.
Em 2013, a economia dos países do arco caribenho cresceu em média 2,4%, menos que nos dois anos anteriores, embora a antecipada recuperação econômica dos países desenvolvidos possa impulsionar o turismo e, indiretamente, outros setores.
A previsão da ONU para o Caribe é de um crescimento de 3,3% para 2014 e de 3,8% para 2015.
08/01/2014
Movimentação de carga subiu até 40%
O ano passado representou, mais uma vez, superação para as metas dos dois portos cearenses localizados na Capital e em São Gonçalo do Amarante. Enquanto o Pecém, segundo a Cearáportos, chegou a dezembro de 2013 com 6,3 milhões de toneladas e movimentou 40% mais cargas que em 2012, os dados da Companhia Docas do Ceará informam que o Mucuripe movimentou 4,9 milhões de toneladas e acresceu em 10,43% o registrado no ano anterior.
Com a segunda etapa de ampliação em curso, o Pecém teve no granel sólido o maior trânsito de cargas, o qual ficou em 1,8 milhão de toneladas. Em seguida "granel líquido (1,7 milhão de toneladas), carga contêinerizada (1,6 milhão de toneladas) e carga geral, com um milhão.
Já o porto da Capital, onde são descarregados os combustíveis enviados pela Petrobras aos postos, teve no granel líquido a maior significação em volume de cargas movimentadas. Ao todo, foram 2,5 milhões de toneladas dele. O granel sólido chegou a 1,3 milhão de toneladas e a carga geral a um pouco mais de 1 milhão de toneladas.
Mais importações
Os números divulgados ontem pelas administradores dos dois terminais também apontaram que a movimentação de cargas via mar, no Ceará, devem-se mais às importações, sejam elas de longo curso ou de cabotagem - transporte de cargas entre portos do mesmo país.
Para o Mucuripe, do total de 4,9 milhões de toneladas, 4,5 milhões foi de importações. O montante representou um incremento de 11,30% para a importação. Entre os trajetos, o maior crescimento foi da cabotagem, que aumento em 14,19% em relação aos produtos vindos de outros estados para o Ceará. A longo curso ficou abaixo, mas também cresceu em 6,99%. No Porto do Pecém, no que diz respeito às importações, "a movimentação foi de 2,1 milhões de toneladas de combustíveis minerais, 897 mil de produtos siderúrgicos e 410 mil de cimento". "Nas importações por cabotagem, os produtos siderúrgicos contribuíram com 89 mil toneladas, os cereais com 80 e o cimento com 31", afirma nota da Cearáportos.
Exportações
As exportações de produtos pelos portos do Ceará cresceram em patamares menores no ano passado. No porto de Fortaleza, os produtos enviados para fora do Estado tiveram um aumento de 0,95% entre 2012 e o ano passado, ao atingir 383,9 mil toneladas - onde a cabotagem teve crescimento de 3,26% e o transporte a longo curso caiu 1,79% no período.
Sem revelar os índices de crescimento, a nota da Cearáportos afirma que "os principais produtos exportados na cabotagem foram combustíveis minerais (290 mil t), cimento (72 mil) e máquinas e materiais elétricos, com 49 mil t". "No transporte de longo curso foram exportadas 379 mil t de combustíveis minerais, 176 mil de frutas e 83 mil de minérios", completa.
Posto da Antaq no Pecém
Após a implantação da nova lei dos portos, o terminal portuário do Pecém deve receber um posto avançado da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). No entanto, a data, segundo explicou o chefe da regional Fortaleza do órgão, Aldo Albuquerque, não pode ser estimada porque o concurso para admissão dos novos funcionários ainda não foi aprovado pelo Ministério do Planejamento.
O objetivo de instalar o posto avançado, segundo disse Aldo Albuquerque, é para "garantir a qualidade do serviço portuário" a partir de parâmetros estabelecidos pelo poder público. "Temos que garantir que haja serviço adequado dos operadores portuários e a proximidade de um posto avançado garante mais isso", afirma o chefe.
Atualmente, apenas o porto de Santos, no estado de São Paulo, tem data para receber um posto da Antaq, no próximo dia 20 de janeiro. Além dele, completam a lista os portos de Manaus (AM), Santarém (PA), Macapá (AP), Itaqui (MA), Itajaí (SC) Imbituba (SC), Suape (PE), Aratu (BA), Rio de Janeiro, Itaguaí (RJ), Rio Grande (RS) e o Porto do Pecém (CE).
Fonte: Diário do Nordeste
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