Labest

Labest

Compartilhar

01/11/2020

A SpO2 é uma das variáveis de monitoração anestésica mais utilizadas no dia a dia dos anestesistas.
A SpO2 avalia a saturação de hemoglobina pelo oxigênio e o seu valor é obtido pela absorção da luz infravermelha do oxímetro, portanto é uma medida não invasiva de avaliação de oxigenação da hemoglobina.
Essa variável é uma ferramenta indispensável, porém, deve sempre ser avaliada em conjunto com outras, já que também possui seus pontos negativos.
A relação entre PaO2 e SpO2 não é linear, sendo que pequenas variações nos valores de SpO2 podem representar grandes variações de PaO2, portanto, valores dentro da referência de SpO2 nem sempre indicam boa oxigenação.
Outra variável muito importante que é associada a boa oxigenação é a coloração de mucosa, porém, apenas valores abaixo de 67% SO2 e PaO2 de 37 mmHg são capazes de produzir cianose.
A hipoxemia pode ser causada por diversos fatores como hipoventilação, oxigênio inspirado baixo e atelectasia. Mas vale lembrar que o oxigênio precisa da hemoglobina para ser transportado aos tecidos, portanto a concentração de hemoglobina é essencial para uma boa oxigenação tecidual.
A oximetria de pulso e a coloração de mucosa são medidas de avaliação extremamente importantes, mas como dito anteriormente, devem ser avaliadas de forma conjunta com outras variáveis para uma monitorização mais eficaz.

Photos from Labest's post 09/10/2020

Nós já falamos algumas vezes aqui no perfil sobre as particularidades comportamentais e fisiológicas da espécie felina. Mas e a avaliação da dor nessa espécie? Também pode ser diferente?

E a resposta é sim! Os felinos demonstram a dor de uma forma particular e muitas vezes os profissionais não são educados para interpretar os sinais expressados pela espécie.

É importante lembrar que o tratamento da dor em TODAS as espécies é essencial. A promoção da analgesia é imprescindível para otimizar o bem estar, saúde e boa recuperação dos nossos pacientes.

As escalas de dor para animais são ótimas ferramentas para avaliação, já que buscam padronizar uma forma de avaliação que evite que os animais sejam negligenciados em relação a dor.

A Feline Grimace Scale é uma escala de dor especialmente para os gatos que foi criada com base nas expressões faciais dos gatos. Esse é um método já validado.

E é com muita alegria e orgulho que parabenizamos um dos membros do LABEST/UFPR, a M.V. Sabrine Marangoni que participou da tradução para o português no site da Feline Grimace Scale.

Para acessar a escala é só acessar o link: https://pt.felinegrimacescale.com

A escala é extremamente prática e de rápida realização, vale a pena adicionar na rotina.

Photos from Labest's post 05/10/2020

Realizar ou não fluidoterapia no paciente cardiopata?

É importante conhecer a doença cardíaca do nosso paciente, mas nem sempre isso é possível logo de cara, já que para isso são necessários exames complementares como o ecocardiograma e durante uma emergência a estabilização do paciente é mais importante.

O estadiamento nos ajuda na percepção se o coração pode ou não responder ao aumento da pré carga que estamos prestes a submeter o nosso paciente. Pacientes com estadiamento C e D tem menor capacidade de resposta a sobrecarga de volume e por isso a fluidoterapia deve ser extremamente cautelosa. Variáveis como o deltaPP e o índice de distensibidade da veia cava caudal esclarecem se o coração pode responder ou não ao aumento da pré carga.

É importante saber se o paciente precisa realmente da reposição volemica, se um paciente chega apresentando edema pulmonar cardiogênico, ele já está com sobrecarga de volume e o coração está sofrendo com isso. É prudente administrar mais volume ainda?

O paciente cardiopata pode e deve receber fluidoterapia, mas a mesma deve ser extremamente cautelosa, mais lenta do que em paciente hígido e administrada quando necessário. A fluidoterapia é contraindicada nos pacientes com sinais de insuficiência cardíaca congestiva, que pode ser avaliada com o ecocardiograma e/ou pelo exame físico e clínico (evidência de sopro e edema pulmonar).

Pacientes que sofrem perda volemica abrupta, a reposição deve ser feita baseada no volume perdido, que pode ser calculado com o peso das compressas banhadas de sangue.

No caso de pacientes desidratados (é importante lembrar que pacientes cardiopatas recebem como tratamento diuréticos que se dados de forma incorreta podem acarretar na desidratação do paciente, além disso, pacientes com comprometimento renal concomitante tem menos capacidade de concentração urinária e consequentemente maior eliminação hídrica) a reidratação deve ser feita de forma mais lenta se comparada a casos de perda abrupta de sangue.

Uma das literaturas sobre o assunto que vale a pena dar uma olhada, é o guidelines de Fluidoterapia da AAHA de 2013.

Quer que seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Curitiba?
Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Categoria

Entre em contato com a escola/colégio

Endereço


Rua Dos Funcionários, 1540
Curitiba, PR
80035020