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29/04/2026

Observação feita pelo próprio Allan Kardec após
o atendimento a um espírito revoltado. Consta
na Revista Espírita Dezembro de 1869.

“Temos visto médiuns, justamente ciosos de conservar sua boas
relações de além-túmulo, recusam-se a servir de intérpretes dos
Espíritos sofredores que são trazidos às sessões. É de sua parte
uma susceptibilidade mal compreendida. Pelo fato de evocarmos
(ou de ser trazido pelos mentores) um Espírito vulgar, e mesmo mau, não ficamos sob dependência e influência deste. Longe disso, e ao contrário, nós é que o dominaremos: não é ele que vem impor-se, contra a nossa vontade: somos nós que nos impomos; ele não ordena, obedece. (...) Além disso, podemos ser-lhes úteis por nossos conselhos e por nossas preces e eles nos ficam reconhecidos pelo interesse que lhes demostramos. Estender mão em socorro é praticar uma boa ação; recusá-la é falta de caridade; ainda mais é ORGULHO E EGOISMO.
Esses seres inferiores, aliás, são para nós um grande ENSINAMENTO.
Foi por seu intermédio que pudemos conhecer as camadas inferiores do mundo Espírita e a sorte que aguarda aqueles que aqui fazem mau emprego da sua vida.
Notemos, além do mais, que é quase sempre tremendo que eles vêm às reuniões sérias, onde dominam os bons Espíritos; ficam envergonhados e se mantêm à distância, ouvindo a fim de instruir-se. Muitas vezes vêm com esse objetivo, sem terem sido chamados.
Por que, pois, recusaríamos ouvi-los, quando muitas vezes seu arrependimento e seu sofrimento constituem motivo de edificação ou, pelo menos, de instrução?
Nada há de temer destas comunicações, desde que visem o bem.
Quer seria dos pobres feridos se os médicos se recusassem tocar em suas chagas?”

27/04/2026

EXTRATOS DA OBRA “ESTUDOS E CRÔNICAS.
AUTOR: HERMÍNIO C. MIRANDA.
Revista Reformador, de Outubro de 1969.
As idéias espíritas, expostas com clareza meridiana, são ainda patrimônio cultural desconhecido das maiorias pensantes. É que não expressam as tendências e perplexidades das maiorias imaturas; ao contrário, expõem roteiro filosófico que exige para sua aceitação e sua prática UM ESFORÇO MUITO GRANDE DE TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA, um trabalho pertinaz de reforma moral, uma elevada tolerância para com as falhas do próximo e INTRANSIGENTE RIGOR COM NOSSAS PRÓPRIAS DEFICIÊNCIAS. O Espiritismo nos explica o mecanismo das suas leis morais, infunde-nos desenvolvido senso de responsabilidade e mostra-nos que cada um de nós é artífice da sua própria grandeza ou de sua miséria. Por isso, ainda é doutrina das minorias: porque exige que a pessoa suba ao seu nível; jamais lhe seria aceitável baixar seus padrões para alcançar aqueles que ainda não estão maduros para aceitá-lo. Por isso, Allan Kardec, para muita gente, é apenas um nome, para nós que o estudamos com atenção é um guia seguro a iluminar nossos caminhos no trânsito para as conquistas espirituais.

27/03/2026

“ O MEDO DE COISAS INVISÍVEIS É A SEMENTE
NATURAL DAQUILO QUE TODO MUNDO,
EM SEU ÍNTIMO, CHAMA DE RELIGIÃO”

THOMAS HOBBES.

04/03/2026

"...Ele não tem seguidores. Não tem santuários e não anda cheio de vento..."

[...]
Grandeza é anonimato, e ser anônimo é a maior das coisas. (...) A Verdade não pertence nem a vós, nem a mim; ela é de todo impessoal e anônima. Se afirmais possuir a Verdade, não sois então anônimo, e sois “mais importante” do que a Verdade. Mas uma pessoa anônima pode não ser jamais, "uma pessoa importante".
Provavelmente nunca será um grande homem, porque não deseja ser grande, no sentido mundano ou mesmo no seu mundo interior, – porque ele é ninguém. Ele não tem seguidores. Não tem santuários e não anda cheio de vento. Infelizmente, porém, nós, em geral, queremos encher-nos de vento, ser grandes, conhecidos, ter muito sucesso. O sucesso conduz à fama, mas a fama é coisa vazia (…) É só cinzas. Todo político é muito conhecido; seu ofício é fazer-se conhecido, e, portanto, ele não é grande. A grandeza está em ser desconhecido, ser nada, tanto interior como exteriormente...

(Krishnamurti - Debates sobre Educação - Pág -161)

27/02/2026

O TERRÍVEL ENCONTRO ENTRE QUEM NÃO SABE AJUDAR E QUEM NÃO SABE RECEBER AJUDA

O grande problema de muita gente seria resolvido se parasse de ajudar e, de outras pessoas, se deixassem de receber qualquer tipo de ajuda.
Por mais chocante que seja o que vou desenvolver neste breve estudo, ele é fruto das centenas e centenas de pessoas que já atendi e cujas raízes de seus adoecimentos e insatisfações eram o fato de ajudarem de bom coração. Ajudar, em muitíssimos casos, é fonte de muitos problemas e para estancar o uso inútil de energia, o desrespeito aos recursos materiais e, pior, os efeitos negativos para quem ajuda, é preciso parar de ajudar e somente voltar a fazê-lo DEPOIS DE APRENDER A AJUDAR. Ajudar não é simples e está envolvido em muitos aspectos sutis e ocultos, por isso, a maioria nem sequer imagina que seja assim.
Se quer compreender isso de forma adulta e honesta, admita que muitas ajudas que já prestou não deram resultados nenhum ou muito aquém do justo e esperado, além de se ver envolvido numa teia sem fim de cobranças por mais ajudas em círculos intermináveis de desgastes de sua parte e de um sentimento de raiva e revolta. Pois bem, você já começou a compreender sobre o que estou tratando.
Se quer, ainda, compreender mais profundamente, admita que muitas pessoas não sabem receber ajuda e se acham no direito de viverem encostadas material e emocionalmente a outros, sugando-lhes a alegria de viver e se metendo destrutivamente nas vidas de quem as ajuda continuamente.
É terrível o encontro entre quem não sabe ajudar e quem não sabe receber ajuda. Terrível significa assustador e é algo contra o qual não se pode lutar, ou seja, é preciso ou parar imediatamente o vício de AJUDAR SEM CRITÉRIO para que viva com mais prazer, alegria e prosperidade e libertar o que não tem maturidade para receber ajuda do seu modelo de relação dependente, uma transferência deturpada do relacionamento devorador com seus pais e que não foi resolvido em sua alma.
NÃO SE TRATA DE NEGAR AJUDA, TRATA-SE DE FAZÊLO COM INTELIGÊNCIA para que, de fato, haja resultados positivos e não mais pobreza, dependência e cobranças por parte de quem recebe e o adoecimento de quem ajuda sem saber, de forma inadequada.
Aqui neste estudo, apresentei algumas evidências, mostrei os efeitos cujos estragos você conhece bem, agora, cabe da sua parte, algumas atitudes diferentes para que, caso precise receber ajuda, o faça de forma correta e, se por outro lado, estiver disposto a ajudar, que tenha discernimento sobre como e a quem vai ajudar, se quem vai receber está pronto e se tem a postura para ser ajudado.
Já escrevi antes que quem não sabe ajudar ACABA ATRAINDO QUEM NÃO QUER CAMINHAR e isso é pura ressonância, ou seja, quem não tem prudência para ajudar vai atrair gente que é igualmente arrogante e que exigirá muito, até o impossível e, enquanto essa “parceria oculta” não for percebida, seguirão entrelaçados no infortúnio, levando suas vidas para o abismo da pobreza material, emocional e espiritual. Só deve prestar ajuda quem compreende as implicações desse ato aparentemente tão nobre e inocente e só deve receber ajuda quem sabe discernir entre apoio e obrigação, mantendo uma atitude de esforço e gratidão pelo bom recurso que lhe chega para alavancar sua vida.

(Aluísio Alves: Doutor em Educação Médica, Psicanalista, Terapeuta Sistêmico e Constelador Familiar).

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