Atac Treinamentos
06/03/2026
Bandeira vermelha na praia.
Quatro amigos entram no mar.
Corrente de retorno.
Três conseguem sair.
Um não.
Masculino, 24 anos.
Sobrepeso. Sedentário.
É arrastado para fora da zona de arrebentação.
Resgatado pelos salva-vidas após 6 minutos submerso.
Condição inicial:
• Inconsciente
• Apneia
• Sem pulso
RCP iniciada na areia.
Após alguns ciclos:
Pulso retorna.
Ventilação mantida com bolsa-válvula-máscara.
SAMU chega 16 minutos após acionamento.
Paciente:
• Inconsciente
• Intubado pela USA
• Ventilação assistida
• Suspeita de aspiração maciça
• Alto risco de lesão pulmonar aguda
Hospital de referência: 60 km.
Helicóptero acionado.
Pergunta crítica:
Após retorno da circulação,
o maior risco agora é qual?
Muitos pensam primeiro em:
Hipóxia.
Mas no afogamento grave o grande problema nas horas seguintes é:
Lesão pulmonar por aspiração de água.
O que pode evoluir para:
→ Hipoxemia progressiva
→ Edema pulmonar
→ SDRA nas primeiras horas
E outro fator decisivo:
Lesão neurológica hipóxica.
Quanto maior o tempo de submersão,
maior o risco de dano cerebral.
Regra prática no resgate aeromédico:
✔ Garantir via aérea definitiva
✔ Ventilação controlada
✔ Saturação rigorosamente monitorada
✔ Prevenir hipotermia
✔ Transporte rápido para suporte intensivo
Porque no afogamento:
O paciente que recupera pulso na praia
ainda pode deteriorar rapidamente.
Pergunta técnica:
Você iniciaria ventilação protetora já no transporte?
No aeromédico, o retorno da circulação não significa fim da emergência.
Muitas vezes é apenas o começo.
É esse tipo de decisão que treinamos no
Curso de Resgate e Transporte Aeromédico – CRTA.
Salvar e voar também é continuar a reanimação em voo.
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