Batista Contabilidade
10/07/2026
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou, dia 3, Edital nº 9/26, que cria o Desenrola MEI, uma transação tributária para que Microempreendedores Individuais (MEIs) possam quitar débitos inscritos na dívida ativa da União (DAU).
O Edital prevê três modalidades de negociação: a transação por capacidade de pagamento, a transação de débitos considerados irrecuperáveis e a transação de pequeno valor. Em todas elas, o total da dívida não pode ultrapassar R$ 20 mil.
Podem ser negociados pela transação de pequeno valor débitos inscritos na DAU até 1º de julho de 2025. As outras modalidades aceitam débitos inscritos até 3 de março de 2026.
As condições de pagamento e a concessão de descontos variam conforme a modalidade escolhida. Em qualquer uma delas, porém, a prestação mínima será de R$ 25,00.
Adesões devem ser feitas somente pelo portal Regularize, da PGFN, até 30 de setembro.
Limite de faturamento
O governo ainda apresentou à Câmara dos Deputados um projeto de lei que amplia o teto de faturamento anual dos empreendedores, atualmente fixado em R$ 81 mil. De acordo com a medida, o limite de receita bruta passaria para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
Além de aumentar o teto de faturamento anual, o projeto autoriza o MEI a ter até dois empregados. Hoje, ele pode contratar somente um trabalhador.
03/07/2026
Mais do que políticas escritas, o que protege a reputação de uma empresa é o comportamento diário de quem a representa. A confiança é construída nas atitudes, e ela pode se perder em um único gesto. Uma decisão antiética ou negligente pode anular anos de investimento em credibilidade e valor de marca. A integridade se estabelece como o verdadeiro divisor de águas entre a marca duradoura e a marca descartável.
A ética não é um conceito abstrato. Ela se manifesta ao lidar com um cliente insatisfeito, ao compartilhar informações internas ou ao presenciar uma falha do colega. Saber o que fazer nesses momentos é o que diferencia empresas que apenas falam de integridade daquelas que realmente a praticam.
Nesse sentido, os códigos de conduta são ferramentas fundamentais, mas, sozinhos, não garantem a adoção de comportamentos éticos. O documento deve ser apresentado como um guia prático, mas é preciso traduzir o código em exemplos do dia a dia, mostrando o que é aceitável e o que fere os princípios da empresa.
Uma das formas mais eficazes de consolidar essa compreensão é incluir dilemas reais nos treinamentos. Situações simuladas ajudam a equipe a lidar com conflitos de interesse e decisões sob pressão.
Os líderes são os principais influenciadores do comportamento ético dentro da empresa. Quando o gestor assume a responsabilidade pelas próprias ações e comunica abertamente suas decisões, ele envia uma mensagem clara de integridade à equipe.
Liderar de forma ética é mais do que seguir normas: é promover um ambiente de confiança e diálogo. As pessoas precisam sentir que podem falar sobre dilemas e pedir orientação sem medo de punição.
Além disso, deve-se levar em conta que reconhecer atitudes éticas é tão importante quanto punir desvios. A valorização das boas práticas estimula o engajamento e ajuda a consolidar a cultura desejada.
Treinar a equipe para agir eticamente não é algo que se faz com um evento ou campanha pontual; deve ser um processo contínuo, alinhado à evolução do negócio. A ética precisa ser tratada como competência essencial, desenvolvida em todas as etapas da jornada profissional.
22/06/2026
O microlearning é um método de aprendizado caracterizado pela criação de conteúdos curtos, focados e de rápida assimilação. Diferentemente dos treinamentos tradicionais esse formato divide o conteúdo em pílulas, que podem ser consumidas em poucos minutos.
Isso permite atualizar constantemente a equipe, reforçar conceitos, apresentar novas ferramentas ou explicar processos de forma dinâmica. Para pequenas e médias empresas, investir num método de aprendizado ágil torna-se um diferencial competitivo, pois permite ganhar velocidade e preparar melhor as equipes com menor custo.
Veja como montar uma trilha de capacitação que traga os resultados esperados:
1. Tenha clareza do problema
Defina uma questão pontual a ser trabalhada no treinamento e mapeie as principais lacunas de conhecimento sobre o tema para delimitar o que será informado.
2. Conheça seu público
Quem são as pessoas da equipe que precisam ser treinadas? Como é sua rotina e quais formatos de conteúdo mais consomem? O ideal é diversificar conteúdos entre vídeos, áudios e textos curtos, mas entender o formato preferido por elas garante mais engajamento.
3. Estruture o conteúdo
Crie materiais concisos, com um roteiro objetivo. Apresente o problema, as consequências de não enfrentá-lo e, por fim, ofereça um caminho claro para resolvê-lo.
4. Invista em curadoria de conteúdo ou busque apoio de especialistas
Para tratar temas abrangentes, é possível utilizar tutoriais e palestras disponíveis na internet, respeitando-se os direitos autorais. Para informar sobre a importância do feedback ou métodos de gestão ágil, por exemplo, a própria área de RH pode fazer uma curadoria de conteúdos prontos e planejar uma agenda recorrente para distribuí-los internamente. Essas ações podem ser complementadas com rodas de conversa ou reuniões individuais para tirar dúvidas e aproximar os conceitos aprendidos da realidade da empresa.
5. Garanta e estimule o uso
O acesso dos colaboradores ao treinamento deve ser fácil e intuitivo. Oferecer um mínimo de qualidade nos materiais compartilhados também ajuda no engajamento.
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