Projeto Eva

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Photos from Projeto Eva's post 23/01/2021

O Projeto Eva trabalha com as mulheres de penitenciárias de Campinas e de Mogi Guaçu, e então resolvemos trazer para vocês algumas curiosidades de como são nossos encontros por lá!! ☺️

: Os posts trazem uma série de títulos sobre “Curiosidades sobre as penitênciarias de Mogi Guaçu e Campinas”:
- trabalhamos no regime semiaberto de ambas penitenciárias;
- o regime semiaberto de Mogi Guaçu é consideravelmente maior que o de Campinas;
- geralmente em Campinas trabalhamos com cerca de 8 mulheres por encontro;
- já em Mogi Guaçu temos uma maior rotatividade, cerca de 15 a 20 mulheres por encontro;
- os encontros em Campinas são sempre semanais e de sábado de manhã;
- os de Mogi Guaçu são quinzenais e de sábado a tarde;
- em Campinas as mulheres preferem dinâmicas que usem papel e caneta;
- por outro lado, em Mogi Guaçu as mulheres preferem dinâmicas que são mais ativas;
- na penitenciária de Campinas tem o Magrelo, cachorrinho que está sempre por lá.

06/11/2020

O sistema prisional brasileiro atualmente sofre inúmeros problemas decorrentes de um abandono estatal com essa comunidade. A cultura punitivista brasileira submete os presos a situações muitas vezes desumanas, e o preconceito existente em toda sociedade colabora para essa precarização das redes prisionais do país.

O que é importante destacar é que aqueles que estão submetidos ao sistema prisional ainda são seres humanos, seus erros não os tornam menos dignos. Estas pessoas devem ser punidas com justiça, e não com ódio ou desprezo.

Se o sistema prisional já é abusivo para homens, já imaginou no quanto as mulheres sofrem? Falamos muito sobre isso em nossos posts, vale a pena dar uma conferida. Mulheres encarceradas sofrem com a falta de acesso aos direitos reprodutivos e se***is, higiene adequada, e também com a incidência de assédio e demais opressões de gênero.

O sistema prisional não deve ap***s ser punitivo, mas reeducativo, preparando essa comunidade para voltar para a sociedade. A taxa de reincidência criminal no Brasil é de 47%, quase metade dos presos, quando saem voltam a cometer crimes, enquanto em países que fazem uso da reeducação nas prisões como a Dinamarca, a taxa é de 27%.

Ap***s jogar uma pessoa em uma cela amontoada retira sua autoestima, seu senso de responsabilidade e sua vontade de mudar, além de que, a pena de privação de liberdade não deve ser a solução para todos os casos. O fato é que um sistema que reeduca, coloca o preso para viver em uma sociedade, com responsabilidades, reconhecendo sua humanidade e dignidade é muito mais eficiente do que submete-lo a situações desumanas.

Com isso, f**a claro o papel de projetos como o Eva, nos quais, na falta de uma ação do Estado, os próprios civis escolhem olhar para uma comunidade abandonada e ajuda-los a se reinserirem na sociedade, trazendo esperança e um pouquinho mais de dignidade a eles.

Agora que você já sabe um pouquinho mais sobre os problemas do sistema prisional, que tal compartilhar com um amigo para conscientizar o máximo de pessoas possível?

a imagem do post existe o título “Punitivismo versus Reeducação”, com os logos do time Enactus Facamp e do Projeto Eva

28/08/2020

Seguindo para mais um post da série , hoje iremos abordar a história das penitenciárias femininas no Brasil!

🔹 As primeiras penitenciárias exclusivas para mulheres no país foram inauguradas no início da década de 1940, estabelecidas pelo Código Penal, pelo Código de Processo Penal (1940) e pela Lei das Contravenções Penais (1941).

🔹 Instaladas no Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1941, e em São Paulo, em 21 de abril de 1942, as penitenciárias femininas possuíam como gestoras uma organização religiosa: a Congregação do Bom Pastor D’Angers.

🔹 Por mais que a administração legal destes presídios femininos pertencessem à Penitenciária do Estado, os mesmos eram administrados por freiras e não tinham influência de agentes penitenciários e agentes policiais.

🔹 As penitenciárias, que eram sediadas em uma residência, possuíam como decreto de criação que as mulheres encarceradas cumprissem suas p***s com trabalhos de cunho doméstico, reforçando que, em uma sociedade patriarcal, as mulheres são consideradas “seres domésticos”; a punição por seus delitos deveria ser, portanto, um treinamento intensivo para que voltassem à realizar tais afazeres.

🔹 Um fato curioso é que, em 1942, ap***s sete mulheres constituíam a penitenciária feminina de São Paulo e, durante os primeiros dez anos de seu funcionamento, esta recebeu somente 212 mulheres ao todo.

E aí, gostaram do post? Contem para a gente nos comentários o que vocês acharam mais interesse sobre as primeiras penitenciárias femininas do Brasil! E não esqueçam de marcar pelo menos em (a) amigo (a) que vai gostar de ter essas informações, hein?!

: imagem do post exibe o título “Penitenciárias Femininas no Brasil”, com os logos do time Enactus Facamp e do Projeto EVA na borda inferior.

24/07/2020

Como vocês já sabem, a quarentena não tem sido um período fácil para ninguém em nenhum lugar do mundo. Por causa da emergência do Covid-19, todos nós tivemos que nos deparar com mudanças e adaptações gigantes em nossas rotinas.

Mesmo assim, o Projeto EVA não parou! Todos os nossos membros continuaram trabalhando remotamente para garantir que o Projeto pudesse continuar a impactar cada vez mais vidas. Para descobrir o que estamos fazendo, basta dar o play no vídeo!

: em formato de vídeo, membros do time EVA compartilham uma atualização sobre a adaptação do Projeto durante a quarentena. O vídeo mostra que, além de continuar mantendo contato com as penitenciárias de Campinas e Mogi Guaçu, o time – que agora conta com membros novos – também está trabalhando no aprimoramento de dinâmicas e no desenvolvimento do marketing do Projeto! Por fim, a principal mensagem do vídeo é: mesmo na quarentena, o time continua engajado e buscando novas maneiras de impactar vidas. O Projeto EVA não é só sobre sabonetes!

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