Expedito Netto
A saúde pública é um dos pilares fundamentais para o bem-estar de qualquer sociedade. Em Rondônia, assim como em outras regiões do país, ela representa não apenas o acesso ao cuidado médico, mas também a concretização de um sonho coletivo: viver em uma comunidade onde hospitais oferecem segurança, dignidade e qualidade de atendimento para todos.
Para os rondonienses, esse sonho se traduz em hospitais estruturados, bem equipados e capazes de atender às necessidades da população sem que o paciente ou o profissional de saúde precise enfrentar situações de risco ou improviso. Para os trabalhadores da saúde, é o direito de exercer sua profissão em condições adequadas, com segurança, equipamentos funcionando, espaço físico organizado e respeito à sua dedicação diária.
O Hospital João Paulo II, infelizmente, se tornou um símbolo de descaso. Por anos, ele vem passando por reformas paliativas que não resolvem os problemas de base. Servidores lidam com estruturas precárias, sobrecarga de trabalho e falta de recursos, enquanto os pacientes sofrem com o atendimento comprometido. A situação chegou a um ponto em que o hospital não suporta mais intervenções superficiais: é urgente uma solução definitiva, que garanta um ambiente digno e seguro.
Diversas promessas já foram feitas, mas nenhuma se concretizou. Isso não é apenas negligência administrativa; é desumano. Cada dia que o João Paulo II continua funcionando em condições insuficientes representa risco real à vida de pacientes e servidores. Rondonienses merecem hospitais que reflitam o valor da vida, e os profissionais da saúde merecem estruturas que permitam exercer seu trabalho com dignidade e eficiência.
É hora de olhar para o futuro com coragem e compromisso: o Hospital João Paulo II precisa ser reconstruído, dando aos cidadãos de Rondônia um espaço de cuidado à altura de suas necessidades e aos trabalhadores da saúde o respeito que sempre mereceram. A saúde pública não é apenas uma política; é uma questão de humanidade.
A politicagem é um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento de uma sociedade justa e eficiente. Quando interesses pessoais ou de grupos se sobrepõem ao bem coletivo, decisões que deveriam atender às necessidades da população acabam sendo distorcidas em favor da manutenção do poder. Infelizmente, a busca pela reeleição leva muitos políticos a priorizarem estratégias eleitorais em detrimento de políticas públicas sólidas e duradouras.
Para se manterem no cargo, alguns recorrem a promessas fáceis, medidas populistas ou ações que geram visibilidade imediata, mesmo que sejam prejudiciais a longo prazo. A manipulação da informação, alianças estratégicas que ignoram princípios éticos e o favorecimento de interesses particulares sobre o interesse público são práticas recorrentes nesse cenário.
O efeito desse tipo de politicagem vai além das eleições: mina a confiança da população nas instituições, fragiliza a democracia e retarda o progresso social e econômico. É um ciclo em que o poder se perpetua, muitas vezes à custa do bem-estar coletivo.
Um exemplo concreto desse problema pode ser visto em Rondônia, onde decisões políticas relacionadas ao aumento do preço do diesel — em mais de R$ 1,30 por litro — afetaram diretamente a agricultura e a cadeia de suprimentos de alimentos. Medidas como essa encarecem a produção e o consumo, prejudicando produtores e consumidores e tornando a vida de toda a população mais difícil. Quando ações como essa são implementadas por um único governo, f**a claro que não se trata de um erro coletivo, mas de escolhas políticas que priorizam interesses próprios em vez do bem-estar da sociedade.
Não podemos esquecer que, ao falarmos sobre a educação, não devemos nos concentrar apenas nos professores, mas também nos técnicos em educação. De acordo com a lei, as classes 1 e 2 são tratadas de forma diferentes, mas ambas desempenham papéis essenciais no funcionamento da educação. Apesar de diferentes funções, tanto os professores quanto os técnicos oferecem serviços fundamentais e complementares, sendo ambos merecedores de valorização e reconhecimento.
A educação é a base do futuro de qualquer sociedade. Sem ela, não há desenvolvimento humano, social ou econômico. Por isso, cada pessoa que faz parte desse sistema — seja na sala de aula, na gestão escolar ou no apoio técnico — é imprescindível para o crescimento e sucesso da juventude e, consequentemente, do país. Valorizar todos que contribuem para a educação é reconhecer que o futuro depende do trabalho coletivo e do compromisso de cada profissional.
Participei do Encontro Estadual do SINTERO com professores e técnicos educacionais, um momento de diálogo, reflexão e fortalecimento da nossa luta pela educação.
A educação é a maior ferramenta de transformação de uma sociedade. Ela é a base de tudo, capaz de enfrentar e ajudar a resolver as diversas mazelas que atingem a população.
É nela que precisamos acreditar, é nela que devemos investir. Só através da educação construiremos um futuro mais justo, consciente e igualitário para todos.
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