AngolaNews
08/01/2021
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Directora exonerada recusa abandonar gabinete
Trata-se de Luzia Fernandes Dias, exonerada há um mês pelo titular da pasta da saúde, que alega que só vai deixar o cargo apôs a sua aposentação.
Os funcionários do Instituto Nacional de Sangue(INS), mostram-se revoltosos com a permanência no cargo da antiga diretora-geral daquela instituição identificada por Luzia Fernandes Dias, que há mais de 30 anos dirigiu àquele órgão adstrito ao Ministério da Saúde, que rejeita abandonar o cargo, depois de demitida em junho último pelo ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo.
“A doutora Luzia foi exonerada do cargo de diretora do Instituto Nacional de Sangue, há 15 de Junho de 2016, conforme consta no Despacho Nº140/GAB.MIN/MS/2016, exarado pelo Ministro da Saúde, mas em sua substituição foi nomeada doutora Dodeth Machado, uma conhecedora da casa em função dos anos de trabalho no INS,” denunciam os funcionários.
Dizem que anciã de 8o anos, especialista Hemoterapia, alega que a sua permanência no INS tem a ver com a morosidade que se verifica na sua a aposentação, reposta que não terá caído bem aos funcionários, que acham que ela está bloquear os trabalhos dos demais responsáveis do Instituto Nacional de Sangue que estão sem gabinete.
Enquanto não for aposentada, alegam os queixosos, Luzia Fernandes, diz que não vai largar a direcção do INS, mesmo sabendo que já foi nomeada alguém que tomou posse e, que há anos trabalhou e partilhou ainda assuntos relacionados com Instituto Nacional de Saúde.
“Mesmo sendo exonerada ainda continua a dar ordem no serviço e em alguns trabalhadores, estando, porém, com a chave do cofre na Instituição e a usar o carro do INS para ir a sua busca em casa mesmo tendo um carro atribuído pelo Ministério da saúde em 2014, situação que tem deixado muitos trabalhadores indignados,” contam.
A também suposta irmã do comandante Geral da Policia Nacional, Ambrosio de Lemos, lhe é atribuída a má gestão do Instituto Nacional de Saúde.” Desde que INS foi fundado nunca teve um único edifício de raiz, para piorar não existe carro de recolha aos trabalhadores. Se não fosse a direcção do Hospital Josina Machel vulgo “Maria Pia”, hoje estaríamos a trabalhar na rua,”desabafou um veteranos que trabalha há muitos anos para aquela unidade de saúde.
Contactada, a medica escusou-se responder a denuncia remetendo o assuntos aos superiores.
Atletas do 4 de Abril têm salários em atraso
O FC 4 de Abril corre o risco de perder por falta de comparência no jogo de sábado frente ao 1º de Agosto, a disputar-se na cidade de Menongue, a contar para a 18.ª jornada do Girabola.
Os atletas observam, desde ontem, uma greve em protesto contra o atraso no pagamento dos salários de Abril, Maio e Junho, apesar de o clube ter anunciado o abandono da prova, alegadamente por dificuldades financeiras.
Depois do jogo frente ao Petro de Luanda, os 17 jogadores recusaram-se a viajar na terça-feira para o Menongue com o técnico João Machado, de modo a pressionar a direcção do clube a liquidar as dívidas.
Os restantes dez atletas, que ficaram de fora do desafio com a formação “petrolífera” por opção técnica, em solidariedade com os colegas, mantêm a greve em Menongue.
“A direcção do clube deve-nos três meses de salários. Temos famílias para sustentar, três meses sem ordenado é muito. Com o elevado custo de vida no país, onde vamos parar?”, disseram, ontem, os atletas contactados pelo Jornal de Angola.
Os atletas sublinharam que só regressam ao trabalho caso for pago, pelo menos, um mês de salário. “Sabemos dos problemas que o clube enfrenta. Não temos outras fontes de rendimento para sobrevivermos. Por isso, solicitámos que nos paguem pelo menos um salário dos três atrasados. Caso contrário, não vamos jogar com o 1º de Agosto”, advertiram.
Por outro lado, Tucho e Carlitos, porta-vozes dos grevistas, deploram o anúncio da desistência da equipa do Girabola. “Estamos preocupados com os salários atrasados. Enquanto a FAF não confirmar oficialmente a retirada da equipa da prova, exigimos os nossos direitos”, salientaram.
Contactado pelo Jornal de Angola, o técnico João Machado confirmou a paralisação do 4 de Abril e espera que a direcção do clube procure resolver o problema o mais rápido possível, a tempo de realizar o jogo com o 1º de Agosto.
“Estamos a viver uma situação menos boa no campeonato. Há a possível desistência da equipa da prova, depois a greve dos jogadores. Espero que resolvam parte do salário em atraso. Sabemos que o clube não goza de boa saúde financeira. O grupo de jogadores está dividido. Aqui estão dez atletas. Em Luanda ficaram os 17 jogadores convocados para o jogo diante do Petro de Luanda”, explicou o treinador.
O FC 4 de Abril ocupa a 14.ª posição do Girabola, com 16 pontos, fruto de três vitórias, sete empates e igual número de vitórias.
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