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09/06/2022
Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudônimo de Pepetela, nasceu em Benguela, na Angola, em 29 de outubro de 1941. Cursou os estudos primários e secundários em Benguela e em Lubango. Em 1958, mudou-se para Lisboa, onde frequentou o Instituto Superior Técnico e onde iniciou suas atividades políticas e literárias.
Em 1962, saiu de Portugal com destino a Paris, França, onde passou seis meses. Posteriormente, seguiu para a Argélia, onde se formou em sociologia, vindo a trabalhar na representação do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e no centro de Estudos Angolanos, que ajudou a criar.
Regressou a Angola e participou diretamente da luta armada como guerrilheiro e como responsável pelo setor da educação, de 1969 a 1974. Foi nesse contexto de guerra que ele adotou o nome Pepetela, que significa, na língua umbundo, “pestana”, e que passou a utilizar como pseudônimo literário. Integrou, em 1974, a primeira delegação do MPLA que chegou à capital, Luanda.
Desempenhou os cargos de diretor do Departamento de Educação e Cultura e do Departamento de Orientação Política. Além disso, foi membro do Estado Maior da Frente Centro. De 1975 a 1982, foi vice-ministro da Educação. Posteriormente, passou a lecionar sociologia na Universidade de Luanda. Pepetela publicou inúmeros romances, livros de crônica e teatro. Atualmente suas obras são traduzidas para vários idiomas, e é membro fundador da União dos Escritores Angolanos.
As aventuras de Ngunga (1972)
Muana Puó (1978)
Mayombe (1979)
O cão e os caluandas (1985)
Yaka (1985)
Lueji (1990)
Geração da utopia (1992)
O desejo de Kianda (1995)
Parábola do cágado velho (1997)
A gloriosa família (1997)
A Montanha da Água Lilás (2000)
Jaime Bunda, agente secreto (2001)
Jaime Bunda e a morte do americano (2003)
Predadores (2005);
O terrorista de Berkeley, Califórnia (2007)
O quase fim do mundo (2008)
Contos de morte (2008)
O planalto e a estepe (2009)
A sul. O sombreiro (2011)
O tímido e as mulheres (2013)
27/05/2022
PREFÁCIO DE JEANPAU L SARTRE: Não há muito tempo, a terra estava povoada por dois biliões de habitantes, isto é, quinhentos milhões de homens e mil e quinhentos milhões de indígenas. Os primeiros dispunham do Verbo, os outros tomavamestes, reizinhos no por empréstimo. Entre aqueles e vendidos, senhores feudais, uma falsa burguesia forjada de uma só peça, serviam de intermediários. Nas colónias, a verdade aparecia nua; as «metrópoles» preferiamna vestida; era necessário que os indígenas a amassem. Como às mães, em certo sentido. A elit e europeia dedicou seleccionaram-- se a fabricar uma elite indígena; se adolescentes, marcaramlhes na fronte, com ferro em brasa, os princípios da cultura ocidental, introduziramlhes na boca mordaças sonoras, grandes palavras pastosas que se colavam nos de ntes; depois de uma breve passagem pela metrópole, regressavam ao seu país falsificados. Essas mentiras viventes já nada tinham que dizer a seus irmãos; eram um eco. Desde Paris, Londres, Amsterdão, nós lançávamos palavras: «Pártenon! Fraternidade!» e em q ualquer parte da África ou da Ásia outros lábios se abriam: «...tenon! ...nidade!» Era a Idade do Ouro
27/04/2022
Obra: Escravidão (Volume 1)
Autor: Laurantino Gomes
Paranaense de Maringá e seis vezes ganhador do Prêmio Jabuti de Literatura, Laurentino Gomes é autor de 1808, obra sobre a fuga da corte portuguesa de dom João para o Rio de Janeiro (eleito o Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras); 1822, sobre a Independência do Brasil; e 1889, sobre a Proclamação da República; além de O caminho do peregrino, em coautoria com Osmar Ludovico da Silva — todos publicados pela Globo Livros. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação pela Universidade de São Paulo, é titular da cadeira de número 18 da Academia Paranaense de Letras.
22/04/2022
Recomendação do dia
Autor: Pepetela
Título: A geração da utopia
18/04/2022
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