Isaac Paxe
25/03/2026
Nosso espaço no Jornal “O Recurso”!
Os Recursos dos meus imaginários O primeiro imaginário é mesmo o da amplitude da gaiola. Quando a
28/01/2026
Os outros e as outras Mateus da “não educação”…
Eh, há comoção pela decisão do herói. Pelo menos o sector do Interior reconhece o efectivo que parte. Infelizmente, a partida para a condição de outsiders do sistema de educação e ensino é comum (lembrar sempre que o comum não é necessariamente o normal) no nosso sistema. As partidas são apresentadas em números secos e duros das estatísticas do sector. O sector não tem a disponibilidade cidadã de nos explicar a razão da partida. Como na reprovação, o chamado abandono é atribuído aos alunos e alunas e seus familiares. Mesmo em comunidades pequenas, as autoridades não sabem do destino das crianças. O pastor sabe do destino delas. Os dos partidos sabem delas. Menos a Escola que as considerada somente depois de atravessarem os portões do quintal do prédio escolar. Eles simplesmente abandonam, como determinam os relatórios estatísticos .
A escolarização obrigatória, uma conquista dos ontem outsiders, é assunto do Estado. Logo, entidades que normalizam o sumiço de crianças no sistema somente estão a negar o princípio da educação como direito. A Educação não é para produzir estatística; é para realizar as pessoas nas suas demandas com o presente, e nas expectativas com o futuro.
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