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IGREJAS JUNTAM-SE PARA MARCHAR CONTRA A CRIMINALIDADE NO CUANZA NORTE

Cerca de mil cidadãos, entre cristãos de diferentes denominações religiosas e membros da sociedade civil, uniram forças na tarde deste domingo, 23 de Fevereiro, para gritarem bem alto o lema “Criminalidade Zero, Diga Não a Vandalização de Bens Públicos” na Província do Cuanza-Norte.

Durante a actividade de iniciativa da Comissão Inter-Eclesial do Cuanza Norte, a população percorreu a pé do Largo das Escolas até ao Largo 1° de Maio, repudiando as mortes das anciãs nas lavras, os crimes de abusos se***is de menores e a vandalização dos bens públicos.

Na ocasião, o Coordenador provincial da Comissão Inter-Eclesial, Rev. Apóstolo Gaspar Manuel Armando, referiu que a realização da marcha visa desincentivar os crimes e os actos de vandalização dos bens e serviços públicos que têm ocorrido a nível da Província, em particular do município de Cazengo e apelar à todos a primarem pela paz em todas as esferas da sociedade.

“Apelamos a paz nas lavras, a paz nas famílias, a paz nas comunidades, a paz no trabalho e nas instituições.”

09/11/2023

“O 8 DE NOVEMBRO TEM UM SIGNIFICADO INDESCRITÍVEL E DEMONSTRA CORAGEM E BRAVURA PATRIÓTICA DOS HERÓIS” - Luísa Damião

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, reafirmou, quinta-feira (08), em Luanda, que o 8 de Novembro é uma data carregada de um valor histórico e simbólico que reforça a unidade e coesão em torno do país e de uma só causa.

Luísa Damião falava no acto de comemoração da data da chegada da primeira delegação oficial do MPLA a Luanda, ocorrida a 8 de Novembro de 1974.

A dirigente sublinhou que, volvidos 49 anos, a data é celebrada com júbilo e sentido de reflexão e introspecção, tendo assinalado "o grato privilégio e a honra” de se ter, ainda, "entre nós”, alguns membros que foram integrantes daquela "delegação de patriotas”.

A vice-presidente do MPLA destacou que a referida data tem um signif**ado indescritível e demonstra a coragem e bravura patriótica dos heróis.
Segundo Luísa Damião, esta é uma soberana ocasião para revisitar a história, mantendo-se firmes e resilientes a lutar e a carregar o facho na "certeza de com a força do passado e do presente continuar a construir um futuro melhor”.

Frisou, igualmente, que, entre os nacionalistas que integraram a patriótica delegação destacam-se Lúcio Lara, que no dia 8 de Novembro de 1974 aterrou de forma triunfal no então Aeroporto "Craveiro Lopes”, actual 4 de Fevereiro, à frente da comitiva.

Segundo Luísa Damião, nesta delegação faziam parte alguns militantes que integram, ainda hoje, o Conselho de Honra do MPLA.

"São homens e mulheres cuja bravura e contributo para a construção da Nação continuarão marcados, de forma indelével, na memória colectiva do nosso povo e preencherão para sempre o imaginário simbólico das futuras gerações”, apontou a vice-presidente do MPLA, para reforçar que celebrar condignamente esta importante data histórica implica reconhecer os diferentes momentos do percurso e os seus protagonistas.

Luísa Damião afirmou que "este estratégico acontecimento permitiu às autoridades do Estado colonial português, após longos anos de guerrilha, reconhecer o MPLA como organização política oficial”.

F: JA

13/10/2023

SUCESSIVOS ERROS POLÍTICOS DE ACJ PREJUDICAM SUA REPUTAÇÃO E A CREDIBILIDADE DA UNITA

Adalberto Costa Júnior, atual presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), tem sido figura central na política angolana nos últimos anos. No entanto, a sua liderança na UNITA tem sido marcada por uma série de erros políticos que levantam dúvidas sobre sua capacidade de liderar o maior partido da oposição em Angola. Entre os erros notáveis, destaca-se a recente proposta de destituição do Presidente João Lourenço, que demonstra um julgamento questionável e uma estratégia falha.

Em um movimento controverso, o Grupo Parlamentar da UNITA entregou uma proposta de destituição de João Lourenço ao Parlamento, alegando violações da Constituição e interferências nos poderes legislativo e judicial. No entanto, juristas e analistas não comprometidos com causas partidárias são unânimes em afirmar que essa proposta não tem pernas para andar. Ela parece mais um show off político do que uma ação baseada em fundamentos jurídicos sólidos. Essa jogada política serve apenas para distrair a opinião pública e desviar a atenção da crescente crise política dentro da própria UNITA.

Um dos erros mais notáveis de Adalberto Costa Júnior é a aposta em propaganda enganosa para esconder os problemas internos de seu partido. Em vez de enfrentar os desafios que a UNITA enfrenta, ele parece estar mais focado em criar uma narrativa de que o governo de João Lourenço é o único problema de Angola. Essa estratégia não só carece de substância, mas também demonstra falta de liderança e visão política.

Outro erro crítico é o compromisso político Adalberto Costa Júnior que firmou com os chamados “marimbondos,” figuras políticas ligadas ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) que não apoiam o combate à corrupção iniciado pelo presidente João Lourenço. Essas ligações levantam preocupações sobre sua independência e sua capacidade de representar uma verdadeira alternativa ao governo atual.

Além disso, ACJ esta cometendo um erro estratégico ao não aproveitar de forma inteligente os erros políticos de seu adversário. Em vez de se concentrar em questões cruciais que afetam o povo angolano, ele está preso em um ciclo de desespero para chegar ao poder a qualquer custo. Isso só enfraquece sua credibilidade e sua capacidade de liderar efetivamente.

No caso da proposta de destituição de João Lourenço, f**a claro que se trata de um movimento político que não tem arcabouço jurídico sólido para se sustentar. Isso não apenas mina a credibilidade da UNITA, mas também coloca em questão a seriedade e a capacidade de ACJ como líder.

Enquanto Adalberto Costa Júnior e a UNITA buscam formas de minar o governo de João Lourenço, este último permanece firme na presidência, comprometido em cumprir suas promessas em um contexto desafiador, tanto internamente como externamente. Internamente, ele enfrenta a oposição dos “marimbondos,” que perderam privilégios sob seu governo, mas isso não o impede de seguir em frente com seu compromisso de combater a corrupção e melhorar o país. Além disso, as turbulências globais, como as guerras na Ucrânia e Israel, golpes de Estado na África e as mudanças econômicas signif**ativas, tornam o ambiente ainda mais complicado.

Em resumo, os sucessivos erros políticos de Adalberto Costa Júnior têm prejudicado sua posição e a credibilidade da UNITA, um partido histórico que muito importante no panorama político angolano. Cabe aos militantes da UNITA, comprometidos com o projecto políticos iniciado por Jonas Savimbi, se posicionarem agora antes que o seu partido esteja completamente refém da agenda dos marimbondos.

F: DiárioDosNegócios

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