Bruna Andrade
As vezes me pego pensando sobre os caminhos virtuais que levamos e a falta de materialidade. Ha tempos não encontramos no físico, no palpável. Acredito que o fazer manual nos lembre da importância de voltar para terra, de tatear com as mãos as possibilidades e formas que podem passar de uma simples ideia pro mundo. Em uma era em que tudo precisa ser negócio, o fazer por apenas precisar tocar e mexer com as mãos se torna imprescindível. Que a gente lembre da importância de sempre testar, de fazer algo que não sabemos o que vai sair, de algo que não precisa servir de nada, apenas existir.
Eu comprei uma máquina querendo fazer roupas, não sabia costurar, mas aprendi como lidar com uma outra superfície, o tecido. Muitas vezes parece rígido, mas que com movimento se torna fluido. São conchas macias.
28/08/2025
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