MAYCO

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08/08/2025

Não há ciência que explique
Por que teu nome ainda pesa nos meus ossos.
Ou por que, às vezes, escuto tua voz
No fundo do meu próprio pensamento.

Não te culpo por ter ido.
A vida é cheia dessas partidas,
Dessas despedidas que não sabem se foram mesmo ditas.

Mas, vê se entende:
Há coisas que continuam vivas mesmo depois da ida.
Teu riso, por exemplo,
Ainda mora em alguns cantos da minha memória
Como luz que ficou acesa num quarto vazio.

É estranho.
Não penso em ti todo dia.
Mas quando penso, não é pouco.

E juro já tentei esquecer.
Tentei com beijos,
Com o tempo, esse impostor que dizem curar tudo.
Mas o que se sente de verdade
Não obedece ao relógio.

Às vezes, penso que a saudade é só amor
Que não aceitou a morte.

MAYCO

05/08/2025

Sem procurar mais o sentido

A vida, pra mim, perdeu o gosto.
Mas isso não torna a vida feia, não.
A vida é bela.
Bela quando apenas… é vivida.

Só não sei em que momento comecei a procurar um sentido pra ela,
e, no meio disso, acabei perdendo o meu próprio.

Dei de cara com uma realidade que deixou meus dias aleatórios.
Concretamente, já nada me assusta.
Mas também… já nada me encanta.

Agora, só vivo.
Sinto a natureza como ela é.
Vejo cada espécie de ser humano sem almejar,
sem desejo concreto.
Vivo no avesso do mundo.

Sem esperar um final feliz.
Vivendo como se o amanhã nem existisse.

Mas mesmo em meio a isso tudo,
eu ainda carrego uma certeza:
a vida tem seu lado bonito.
Bonito de se viver.
De se ver.
De se sentir.

E eu?
Ah… eu só aceito o que o dia tiver pra me dar.

Em tão pouco tempo vivido,
aprendi demais —
sozinho.

E assim sigo…
esperando, quieto, a minha sentença final.

Se o amanhã vier, que venha.
Mas eu não corro mais atrás dele.

MAYCO

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