Ossufo Momade

Ossufo Momade

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06/06/2026

MENSAGEM DE CONDOLÊNCIAS E REPÚDIO

A RENAMO recebeu com profunda consternação e indignação a notícia do assassinato de Dom Osório Citora Afonso, Bispo de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira.

Segundo informações tornadas públicas, Dom Osório Citora foi encontrado sem vida na sua residência, vítima de baleamento, num acto bárbaro que choca a consciência nacional e enluta a Igreja Católica, os fiéis e todo o povo moçambicano.

Neste momento de dor e luto, a RENAMO manifesta o seu mais veemente repúdio por este crime hediondo e condena, com toda a firmeza, qualquer acto de violência que atente contra a vida humana, a paz social e os valores fundamentais da nossa convivência como Nação.

Dom Osório Citora dedicou a sua vida ao serviço de Deus, da Igreja e do povo moçambicano, pautando a sua missão pela promoção da paz, da reconciliação, da justiça e da dignidade humana. A sua morte representa uma perda irreparável para a Igreja Católica e para Moçambique.

Perante a gravidade deste acontecimento, a RENAMO apela às autoridades competentes para que realizem uma investigação célere, rigorosa, transparente e imparcial, até à identificação, captura e responsabilização dos autores materiais e morais deste crime.

Num Estado de Direito Democrático, nenhum cidadão deve perder a vida às mãos da violência e da criminalidade. A verdade deve ser apurada e a justiça deve prevalecer.

À Conferência Episcopal de Moçambique, à Diocese de Quelimane, à Arquidiocese da Beira, aos familiares, amigos e a todos os fiéis católicos, a RENAMO endereça as suas mais sentidas condolências e manifesta a sua solidariedade neste momento de profunda dor.

Que a alma de Dom Osório Citora Afonso descanse em paz.

01/06/2026

MENSAGEM POR OCASIÃO DO DIA INTERNACIONAL DA CRIANÇA

Caros moçambicanos e moçambicanas,
Queridas crianças, de Cabo Delgado a Maputo,

Hoje, 1 de Junho, Dia Internacional da Criança, o país deve parar e refletir. A criança moçambicana deve ser o centro de toda política pública. Ela é o futuro de Moçambique.

Com certeza é um dia de festa. Mas é, sobretudo, um dia de contas. E as contas que temos de fazer são sérias.

Desde as primeiras eleições multipartidárias de 1994, o povo escolheu a paz e a democracia como caminho. Esperávamos que, com a paz, viesse também a garantia de que nenhuma criança moçambicana cresceria sem escola, sem saúde, sem alimentação e sem segurança.

A verdade, infelizmente, é que essa promessa ainda não chegou a milhões de crianças. Os problemas que enfermam a nossa infância são muitos e gritantes:

1. Educação comprometida

O país ainda tem salas de aula sem carteiras, professores sem formação pedagógica adequada e com salários em atraso. Milhares de crianças abandonam a escola antes dos 12 anos para trabalhar nas machambas ou nas ruas. Uma nação que não investe no saber das suas crianças está a hipotecar o próprio futuro.

2. Saúde e nutrição precária

A desnutrição crónica ainda atinge quase 40% das crianças menores de 5 anos. Hospitais sem medicamentos, postos de saúde sem enfermeiros, e mães que caminham quilómetros para vacinar um filho. Isto não pode ser normalizado.

3. Violência e insegurança

Depois de 1994 acreditamos que a guerra tinha ficado para trás. Mas as crianças do norte voltaram a conhecer o som das armas, o medo do deslocamento e a perda de infância. Uma criança que cresce em campo de deslocados não pode ser tratada como estatística. É uma vida interrompida.

4. Prostituição infantil nos bairros, nas barbas das autoridades

Não podemos falar de infância sem dizer o que dói. Em vários bairros de Maputo e outras capitais provinciais, muitas crianças são empurradas para a prostituição por causa da pobreza extrema. E o pior é que isto acontece à vista de todos, sem resposta rápida da polícia, dos tribunais e dos serviços sociais. Quem fecha os olhos a este crime é cúmplice. Uma criança explorada sexualmente é uma nação violada.

5. Trabalho infantil e criminalidade precoce

Muitos miúdos trocam o caderno pela enxada, pela venda ambulante ou pelo crime nas ruas. São usados para tráfico, roubos e até actos violentos, como os casos recentes que chocaram Maputo. A criança vítima hoje, amanhã pode ser o agressor que a sociedade falhou em proteger.

6. Desigualdade crescente

Enquanto alguns crescem em bairros com água canalizada, internet e escolas privadas, outros nascem e morrem a menos de 20 quilómetros dali sem nunca ter visto um médico. A criança moçambicana nasce já com o destino marcado pelo código postal.

Perante este quadro, a RENAMO reafirma hoje o seu compromisso: a criança deve estar acima dos partidos, acima das eleições, acima de qualquer interesse imediato.

Por isso propomos:

1. Lei do Orçamento Protegido da Criança

Criar uma rubrica orçamental impenhorável para educação, saúde infantil, alimentação escolar e protecção social. Qualquer desvio deve configurar crime de responsabilidade.

2. Lei da Escola Segura e Alimentação Escolar Universal

Tornar obrigatória a merenda escolar em todas as escolas primárias públicas e criar mecanismos de denúncia anónima contra violência escolar e trabalho infantil.

3. Lei da Protecção de Crianças Deslocadas

Garantir registo civil imediato, acesso à escola e à saúde para crianças em campos de deslocados, e punir com rigor o desvio de ajuda humanitária.

Caros moçambicanos e moçambicanas,
Moçambique só será grande quando as crianças mais pobres puderem sonhar sem medo e estudar sem fome.

Aos pais, encarregados de educação e professores dizemos: continuem a resistir pelo futuro. O nosso país precisa de crianças saudáveis, seguras e livres.

Viva o dia 1 de Junho, Dia Internacional da Criança!
Viva a criança moçambicana!
Viva Moçambique!

Ossufo Momade
Presidente da RENAMO

27/05/2026

Caros Moçambicanos;

Queremos dirigir as nossas mais calorosas felicitações a todos os muçulmanos de Moçambique e do Mundo pela celebração do sagrado EID UL ADHA. Uma das maiores datas do calendário islâmico, marcada pela fé, obediência, sacrifício e solidariedade.

Neste momento especial, milhões de muçulmanos encontram-se reunidos nas terras sagradas de Makkah para a realização do Hajj, um dos cinco pilares do Islam, demonstrando unidade, igualdade e submissão total a Allah. As preces elevadas durante esta grande peregrinação representam esperança, perdão, paz e bênçãos para toda a humanidade.

O EID UL ADHA faz-nos recordar o grande exemplo do Profeta Ibrahim (AS), que demonstrou uma fé inabalável e total obediência ao Criador, estando disposto a sacrificar aquilo que mais amava por amor e devoção a Allah. O seu exemplo continua vivo nos corações dos crentes e inspira valores de humildade, paciência, entrega e confiança em tempos difíceis.

Hoje, também reconhecemos os muitos sacrifícios que os moçambicanos enfrentam diariamente na luta pela sobrevivência, pela educação dos seus filhos, pela estabilidade das suas famílias e pela construção de um país melhor. São desafios enfrentados com coragem, esperança e determinação, mesmo em momentos de dificuldades económicas e sociais.

Como partido comprometido com o bem estar do povo moçambicano, acreditamos firmemente que, com união, fé, trabalho e perseverança, os melhores dias virão para Moçambique. Que esta celebração fortaleça a esperança do nosso povo e reforce os laços de irmandade, solidariedade e paz entre todos os moçambicanos, independentemente da sua religião ou origem.

Que Allah aceite os sacrifícios, as orações e as boas ações de todos os fiéis, concedendo saúde, prosperidade, tranquilidade e bênçãos abundantes às famílias moçambicanas e ao mundo inteiro.

EID MUBARAK!

Ossufo Momade

03/05/2026

Mensagem por Ocasião do Dia 3 de Maio

Moçambicanas,
Moçambicanos,
Compatriotas,

Celebramos hoje o 8.º ano do desaparecimento físico do nosso eterno herói, Afonso Macacho Marceta Dhlakama, homem que marcou profundamente a história de Moçambique.

Afonso Dhlakama tinha como ponto de partida e de chegada o seu povo e o seu país. Por isso, muito jovem, entregou-se às causas nacionais.

Como combatente e comandante, ensinou-nos que, quando temos uma causa e compromisso com o povo, alcançamos os nossos objetivos.

Foi assim durante a luta pela Democracia — a nossa obra-prima. Aprendemos com ele que não há obstáculos intransponíveis. Apesar de a RENAMO ter sido combatida de todas as formas e em várias frentes, e de não ter sido compreendida logo à primeira hora por aqueles que nunca amaram o povo, vencemos a luta dos 16 anos.

Vencemos porque saímos do povo, vivemos com o povo e somos a voz do povo.
Vencemos porque tínhamos a missão de instaurar em Moçambique a democracia plural, proteger a nossa independência política e fazer respeitar os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.

Por isso, a partida prematura do nosso Pai, embondeiro político e génio carismático, deixou no nosso seio não só dor, mas também se tornou uma eterna fonte de inspiração na prossecução da missão de servir as nossas populações através da governação. Moçambique precisa de uma nova classe de governantes que coloquem os superiores interesses nacionais acima de quaisquer outros interesses.

Minhas irmãs,
Meus irmãos,

Ao comemorarmos o 3 de Maio, celebramos os feitos de um dos filhos mais queridos da Pátria — aquele que dedicou toda a sua vida a um Moçambique melhor. Por essa razão, a sua ausência não é sentida apenas pelos membros e simpatizantes da Resistência Nacional Moçambicana, mas por todo o país, incluindo aqueles que ontem o combateram e o descaracterizaram.

Afonso Macacho Marceta Dhlakama é um herói. Por isso, mais uma vez, apelamos ao Governo e ao Presidente da República para que lhe concedam essa dignidade.

Estamos em processo de diálogo inclusivo e é nosso entendimento que proclamar herói nacional Afonso Dhlakama é o maior sinal de reconciliação nacional e de inclusão.

Minhas senhoras,
Meus senhores,

A nossa maior homenagem neste dia 3 de Maio é renovar o compromisso de continuar a luta por um Moçambique melhor.

Para o efeito, todos nós — homens, mulheres e jovens — devemos unir-nos ao Partido, sob a liderança de Sua Excelência, Presidente Ossufo Momade, e trabalhar juntos.

Um apelo especial é dirigido a todos os membros e simpatizantes do Partido RENAMO: o nosso adversário político não é o irmão que pensa de forma diferente, mas sim todos aqueles que almejam o poder como nós o almejamos.

Neste contexto, devemos manter aceso o legado de Afonso Dhlakama:

União, foco e trabalho.

Porque só assim alcançaremos a vitória que nos conduzirá à governação.

A terminar, formulamos votos de uma boa celebração do 3 de Maio, e que o sacrifício do saudoso Presidente Afonso Macacho Marceta Dhlakama não tenha sido em vão.

Viva a memória inesquecível do saudoso herói Afonso Dhlakama.
Viva o Presidente Ossufo Momade.
Viva a Resistência Nacional Moçambicana.
Viva a paz.
A vitória é certa.

3 de Maio de 2026

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