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O fim do "dinheiro do governo" no seu capital de giro: entenda a mecânica implacável do Split Payment.
Hoje, quando você faz uma venda, o valor total entra na sua conta. Muitos empresários usam esse montante durante o mês para pagar fornecedores, funcionários e despesas urgentes, devolvendo a fatia do imposto para o governo apenas no dia do vencimento da guia, no mês seguinte. Esse é o famoso "giro com o dinheiro do Fisco".
Com a Reforma Tributária, essa facilidade acaba. Entra em cena o Split Payment (Pagamento Cindido), uma inovação tecnológica onde o governo passa a arrecadar o imposto no exato momento da liquidação financeira.
Como vai funcionar a nova mecânica? Sempre que o seu cliente fizer um pagamento eletrônico (via PIX, cartão de crédito, débito ou TEF), o sistema da instituição financeira ou da maquininha de cartão vai cruzar a sua transação com as informações da sua Nota Fiscal Eletrônica.
Na mesma fração de segundo, o banco dividirá o dinheiro: o valor da CBS (imposto federal) e do IBS (imposto estadual e municipal) será bloqueado e enviado direto para o Comitê Gestor do governo. Você, empresário, receberá na sua conta bancária apenas o valor líquido daquela venda.
O impacto real no seu negócio: A era de lançar o imposto no fim do mês acabou. Se o seu preço de venda estiver errado ou se a sua empresa depende desse dinheiro temporário do imposto para cobrir buracos no fluxo de caixa diário, o seu negócio sofrerá uma asfixia financeira imediata.
O seu capital de giro atual tem fôlego para suportar a retenção imediata dos impostos a cada venda que você faz? Comente aqui embaixo como está o planejamento financeiro da sua empresa para essa nova realidade!
O "Regime Híbrido" do Novo Simples Nacional: a estratégia exata para você não perder clientes B2B.
A Reforma Tributária não acabou com o Simples Nacional, mas mudou as regras da competitividade. Se o seu negócio vende para outras empresas (B2B), a sua preocupação agora não é apenas o preço do seu produto, mas o tamanho do crédito tributário que você transfere para o seu cliente.
Hoje, as grandes empresas compram de quem tem o melhor preço. No novo sistema, elas vão comprar de quem gerar o maior crédito de CBS (imposto federal) e IBS (imposto estadual/municipal) para abater nas próprias guias delas.
A Armadilha do DAS Unif**ado: Se você mantiver o recolhimento 100% unif**ado dentro da guia do Simples, a lei determina que você só poderá repassar ao cliente o valor exato (e mínimo) de IBS e CBS que foi pago lá dentro. Para uma grande empresa, esse crédito baixo não compensa. Ela vai preferir comprar do seu concorrente maior só para ter o crédito integral.
A Solução: O Regime Híbrido (A opção pelo Regime Regular): Para proteger a sua empresa, a nova legislação criou uma saída estratégica. Você pode optar por um modelo híbrido: sua empresa continua no Simples Nacional para aproveitar a carga menor sobre a folha de pagamento (INSS) e sobre o lucro (IRPJ e CSLL), mas escolhe apurar a CBS e o IBS pelo "regime regular", pagando esses dois tributos por fora do DAS.
O Resultado Prático? Ao fazer essa escolha, a sua pequena empresa passa a transferir o crédito integral para o seu cliente corporativo, competindo de igual para igual com as gigantes do mercado, sem perder as outras vantagens do Simples.
A nova contabilidade exige que você saiba exatamente para quem você vende antes de escolher como vai pagar seus impostos.
Você sabe qual é a porcentagem exata das suas vendas que vai para outras empresas (B2B) e quanto vai para o consumidor final (B2C)? Comente aqui embaixo!
Entenda a nova dinâmica do cClasstrib na Reforma Tributária
Com a implementação do IBS e da CBS, a precisão na classif**ação fiscal deixou de ser apenas uma tarefa contábil e tornou-se um pilar central para a sobrevivência operacional da sua empresa. O cClasstrib (Código de Classif**ação Tributária) passa a ser o elemento determinante para o cálculo das alíquotas do novo sistema. Mapear este código para cada produto ou serviço faturado não é uma tarefa opcional, mas uma exigência mandatória. Qualquer falha neste processo não resulta apenas em erros fiscais, mas pode travar o faturamento ou gerar autuações por cobranças indevidas ou a menor. Prepare-se, pois o rigor técnico exigido é elevado e não aceita amadorismo.
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