Infoasmb
16/12/2025
Geladeiras duas vezes mais eficientes graças a um chip minúsculo.
Pesquisadores desenvolveram um filme termelétrico nanoengenheirado chamado CHESS, capaz de tornar geladeiras e sistemas de refrigeração duas vezes mais eficientes e completamente silenciosos.
Ao contrário das geladeiras tradicionais, que dependem de compressores e refrigerantes químicos, o CHESS move o calor usando elétrons dentro de uma super-rede precisa, sem peças móveis e sem poluentes, garantindo operação silenciosa e sustentável.
Cada unidade do material é extremamente pequena, com aproximadamente o tamanho de um grão de areia, tornando a tecnologia compatível com processos de fabricação de semicondutores. Te**es laboratoriais mostram que os módulos CHESS consomem metade da energia usada por sistemas termelétricos convencionais para transferir a mesma quantidade de calor.
Além de aplicações domésticas, arrays maiores de CHESS podem ser utilizados em sistemas de climatização de edifícios e até gerar energia a partir de pequenas diferenças de temperatura, com potencial para sensores, wearables e futuras espaçonaves.
Embora ainda não esteja disponível comercialmente, a pesquisa indica um caminho promissor para refrigeração eficiente e sustentável no futuro.
Fonte: Nature Communications, 2025 – “Nano-engineered thin-film thermoelectric materials enable practical solid-state refrigeration.”
25/11/2025
Gillbert: O peixe-robô que filtra microplásticos dos rios
A poluição por microplásticos é um dos desafios ambientais mais sérios da atualidade. Partículas menores que 5 mm, provenientes de roupas sintéticas, pneus, embalagens e cosméticos, já foram encontradas em rios, lagos e até em organismos humanos. Estudos publicados na Science mostram que mais de 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos todos os anos, parte delas via rios.
Para enfrentar esse problema, um estudante, juntamente com um time do MIT, desenvolveu Gillbert, um peixe robótico do tamanho de um salmão capaz de nadar autonomamente e capturar microplásticos através de um sistema inspirado em brânquias naturais.
Segundo o MIT e reportagens do portal Dezeen, o robô possui placas filtrantes internas que retêm partículas de plástico suspensas na água enquanto ele se move, imitando o fluxo suave das brânquias de um peixe real.
O mais impressionante é que o projeto é open-source: qualquer pessoa pode baixar os arquivos, modificar o design e imprimir o peixe em 3D, democratizando a tecnologia e permitindo que comunidades ribeirinhas, ONGs e escolas criem suas próprias versões.
De acordo com o próprio MIT, o objetivo é “tornar acessível uma ferramenta educacional e ambiental que incentive ações locais contra a poluição da água”.
Além disso, o sistema interno foi desenvolvido para ser modular: cada compartimento pode ser aberto para retirar os microplásticos capturados e reiniciar a filtragem. Em te**es iniciais apresentados na conferência MakeMIT, o robô conseguiu coletar microplásticos de baixa densidade com eficiência promissora.
Em um cenário onde os rios funcionam como “corredores” de poluição plástica para os oceanos, o Gillbert se destaca como uma solução criativa, replicável e sustentável, unindo tecnologia, educação e preservação ambiental.
Projetos como esse demonstram como a robótica, quando guiada por propósitos ecológicos, pode ajudar a restaurar ecossistemas e inspirar novas gerações a agir.
📚 Fontes:
1. Jambeck et al. “Plastic waste inputs from land into the ocean.” Science. 2015.
2. MIT News — “Students develop Gillbert, the open-source robotic fish”. 2022.
3. Dezeen — “MIT students design 3D-printed robotic fish that collects microplastics”. 2022.
4. MakeMIT Hackathon — documentação do projeto Gillbert.
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