Daniel Quirimbo
27/05/2025
Tem dias que acordo como quem carrega um mundo nas costas. Ninguém vê. Nem perguntam. O sorriso engana, a voz disfarça. A guerra continua, invisível. E tudo bem, ninguém liga para batalhas que não fazem barulho.
Já chorei sem motivo. Já quis desistir sem saber de quê. O corpo segue, a rotina empurra. Mas tem horas em que tudo pesa e ninguém percebe.
Cada um carrega seus monstros. Uns fingem que não existem, outros aprendem a conviver. E assim seguimos, acumulando guerras que ninguém quer entender.
Ser gentil deveria ser regra. Não porque somos bons, mas porque ninguém sabe o caos que o outro arrasta. Um olhar sem julgamento. Um abraço sem perguntas. Um silêncio que acolhe sem exigir explicação.
No fim, o que salva é isso.
Domar nossos monstros.
E respeitar os que não sabemos nomear.
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